Patrões do rock americano: Van Halen, ZZ Top e Bruce Springsteen.

A Discoteca da Minha Vida #08: rock americano da primeira metade da década de 80, entre o patrão de Filadélfia, os hipsters do Texas e o rebentamento acústico da guitarra de Eddie Van Halen.

New Music, The The e Prefab Sprout: O pop como nunca antes tinha sido feito.

A Discoteca da Minha Vida #07: Logo no início dos anos 80, o legado da década anterior já estava a ser explodido em bocadinhos, com um pop novo, electrónico, fluente e iniciático, que ia marcar as tonalidades da música popular daí para a frente.

Paixão, angústia e êxtase: O “Adagietto” de Gustav Mahler.

O quarto andamento da Quinta Sinfonia de Mahler é uma joia do romantismo tardio, que resultou em duas histórias de amor: a do compositor e de Alma e a de gerações de melómanos que se apaixonaram por esta obra-prima de contenção e vontade de infinito.

Supertramp, The Motors e Flock of Seagulls: uma definição de diversidade, no Paleolítico Inferior.

A Discoteca da Minha Vida #06: Três bandas que não podiam ser mais distintas, três discos que primam por não serem parecidos como mais nada do que se fazia nesta altura do campeonato, espécie de idade da inocência com asas para o sol queimar.

ContraCantigas #05:
Levantado do Chão

Mais um tema musical do projecto ContraCantigas, com poema inspirado numa célebre trova de Zeca Afonso.

The Clash, B-52’s e Motorhead: punk, pós-punk e punhos de ferro.

A Discoteca da Minha Vida #05: um quadrifólio que dispara em todos os sentidos, um manifesto amarelo que veio de outra galáxia e um punho férreo erguido pelo diabo, se ao diabo fosse oferecido um baixo eléctrico.

D. João IV e o Adeste Fidelis: Não deixem morrer o mito.

Conta a lenda que um dos hinos natalícios mais populares de sempre é da autoria de D. João IV, o Rei restaurador, que devolveu aos portugueses o seu país. Os académicos querem cancelar o mito, mas os seus argumentos são frágeis.

The Police, Asia e Spandau Ballet: Anarquistas, progressistas e conservadores.

A Discoteca da Minha Vida #04: Na transição entre duas décadas triunfantes, três bandas britânicas, ideologicamente desavindas, firmam o seu legado. Onde a New Wave é inventada, o rock progressivo muda de agulha e a febre romântica usa gravata.

Whitesnake, Foreigner e Def Leppard: Venha o diabo e escolha.

A Discoteca da Minha Vida #03: Três discos de rock'n roll em estado puro, entre o kitsch e a selvajaria eléctrica, largados sobre os tímpanos do mundo logo no princípio dos anos 80. Para ouvir com o cinto de segurança bem apertado.

“Não Morri”: música para dançar com a morte.

"Não morri" é um manifesto hip hop de Afonso 'Sekkas' Nunes, um registo independente e intimista, desalinhada confissão das fragilidades e das fortalezas de quem dançou com a morte e ainda cá está para contar a história.

ContraCantigas #04:
Homem Acidente

ContraCantigas: Quando só há uma árvore no caminho, mas é exactamente ali que saímos da estrada. Um lamento sobre aqueles dias em que nada parece correr bem... 

AC/DC, ABC e Bee Gees: Entre o disco sound e o hard rock, o abecedário da inocência.

A Discoteca da Minha Vida #02: Uma sinfonia atonal de guitarras enfurecidas, arranjos operáticos e bolas de espelhos disparadas a 78 rotações por minuto, ou a febre de sábado à noite em rimas melosas e calções de colégio.

The Tubes, Ramones & Dr. Feelgood: Entre o punk e o rock de taberna, três discos iniciáticos.

A Discoteca da minha vida #01: Na primeira prateleira desta estante virtual estão os Ramones, os Dr. Feelgood e os The Tubes, ou seja, 3 discos dissidentes e iniciáticos, do fim dos anos 70, que formaram os meus tímpanos para todo o sempre.

ContraCantigas #03:
Balada da Praia dos Bois

Sobre o triste fado de cidadãos adormecidos, hipnotizados, conformados e obedientes permitirem que uma minoria de bandidos instale um regime autoritário na esfera ocidental.

ContraCantigas #02:
Terreiro do Paço

No segundo tema musical do projecto ContraCantigas, uma carta de amor a Lisboa, escrita a tinta permanente sobre a laje incandescente da Praça do Comércio e perdida depois, pelas ruas do tempo que voa.

#01. Zombieland

Primeiro tema do projecto ContraCantigas, um esforço amador, mas determinado, em criar música alternativa e de intervenção, que escape às narrativas dominantes e à tirania do pós-modernismo.

1982: Cupido dispara a sua seta de vinil.

Retroactivos do Contra: Se a folclórica e espalhafatosa década de 80 conseguiu um momento de classe e bom gosto, esse momento foi este: "The Lexicon of Love", dos ABC, pérola neo-romântica do paleolítico superior.

Um Beethoven sofrido,
em quatro sinfonias.

A vida de Ludwig van Beethoven foi menos gloriosa que a sua obra. Mas sem o sofrimento da existência, será a arte possível? Um roteiro existencial em 4 sinfonias.

Unidade e significado dos Concertos de Brandenburgo.

O Contra ao Fim-de-Semana: Obra de insustentável beleza, os Concertos de Brandenburgo são um apogeu do Barroco. Mas a sua natureza fragmentária e o seu percurso obscuro levantam dificuldades quando lhe queremos atribuir significado e coerência.

Five Times August oferece ao Rock a sua missa de finados.

Five Times August acaba de lançar uma espécie de funeral do rock'n roll, assertiva denúncia dos punks que colaboram, dos rebeldes que obedecem e das estrelas que brilham com o ouro das farmacêuticas. Para ouvir - e ler - com a merecida atenção.

Manifesto do Homem do Pescoço Vermelho.

"Rich Men North of Richmond" é um hino "redneck" absolutamente belo, verdadeiro e pungente. O mais próximo que temos de música de intervenção neste conformista século XXI.

“Back in Black”:
entre o luto e a euforia.

25 de Julho de 1980. Cinco breves meses depois da morte de Bon Scott, os AC/DC regressam com uma obra ao negro que ficará para sempre gravada nos tímpanos da humanidade como um dos mais geniais e electrizantes discos rock alguma vez gravados.

Love Frame Tragedy: Matthew Murphy revela o seu lado escondido.

Matthew Murphy, o génio dos Wombats, tem um projecto a solo: Love Frame Tragedy. E como o rapaz não sabe fazer nada que não seja brilhante, o primeiro álbum desta aventura, 'Wherever I Go, I Want to Leave', é um tratado épico e incontornável da indie pop contemporânea.

Sobre a Pauta de Vivaldi.

No intrincado tecido harmónico do Concerto para 2 Trompetes e Cordas em F Maior, de Vivaldi, reside a última palavra de Deus.

“Rocket To Russia”:
Uma bateria de mísseis lançados a 78 rotações por minuto.

Um dos mais importantes discos da história do Rock, manifesto satírico e elogio da dissidência, "Rocket to Russia" é tudo o que o punk deve ser. Com a vantagem de nos arrastar irresistivelmente para a pista de dança. Considerando o espírito intratável dos Ramones, isto não é dizer pouco.

O Cravo Bem Temperado ou como compor com a pauta toda.

Os 48 prelúdios e fugas que resultaram não só da arte, mas da indústria, do célebre compositor germânico, mudaram para todo o sempre a história da música. Sem exagero.

We Are Scientists: regresso ao futuro.

"Lobes", o último trabalho da banda de Keith Murray e Chris Cain, é uma odisseia boa. Capaz de foguetões ou de discotecas, de avanços e de recuos no tempo e na pauta, é para pôr a tocar e deixar ficar.

Gang of Youths: um operático triunfo do rock alternativo.

À terceira tentativa, os Gang of Youths conseguiram um apogeu. "Angel in Realtime" é uma ópera magna. Vale a pena parar para ouvi-la e lê-la e agradecer às musas de David Le'aupepe pelos serviços prestados.

Notas soltas para a banda sonora deste Natal.

Por todas as razões e mais algumas, o Natal é musical. O ContraCultura deixa um dúzia de sugestões bem diversas, para uma quadra melodiosa.

Rossini, o génio da Ópera Buffa.

O mestre de "O Barbeiro de Sevilha" não compunha para os deuses, nem vivia preocupado com a sensibilidade dos príncipes. Sabendo bem do poder que a música exerce sobre as massas, propunha intensidade, ritmo, eloquência e entretenimento, para todos.

As 69 músicas de amor de Stephen Merritt.

O elogio incondicional e a ilustração melódica de uma obra operática que é um triunfo lírico e conceptual sem paralelo na história da música pop.

Earl Scruggs & Joan Baez:
o Folk em formato olímpico.

Earl Scruggs, o grande virtuoso do banjo, faz uma visita a Joan Baez, para uma informal jam session. O monumental momento acaba por ficar gravado na pauta infinda que os deuses do Folk reservaram para a eternidade.

White Lies: mais do mesmo bem não tem que ser um mal.

Os White Lies regressaram este ano com "As I Try Not To Fall Apart", o seu sexto longa duração, que não traz grandes novidades. Mas no caso específico desta banda, a repetição de uma fórmula que já tem década e meia não aborrece nada, nem chateia ninguém.

O Inverno de Vivaldi.

Biografias de Minuto e Meio: Antonio Vivaldi pode muito bem ter sido o único sacerdote na história da Igreja Católica que nunca celebrou missa. Vale a pena contar a história.

Fix Yourself, Not the World: The Wombats na sua melhor forma.

Em 2022, os Wombats decidiram agraciar os seus fãs com aquele que será o seu mais bem sucedido disco de sempre: felizmente, o triunfo comercial não tem implicações no delírio harmónico nem no turbilhão criativo.

O último manifesto
de Johnny Cash.

Um dos momentos que vai ficar para a história da música popular é o que dá génese à versão de "Hurt", um original dos Nine Inch Nails, que Johny Cash gravou nos últimos meses da sua vida e que Mark Romanek eternizou em vídeo. Esta é a história dessa obra prima do áudio-visual.

As Variações de Goldberg ou um estranho remédio contra a insónia.

A história da mais bela obra alguma vez escrita para o teclado, e dos dois discípulos a que está indelevelmente ligada.

“Blue Hours”: regresso à caverna do urso melancólico.

Os Bear's Den regressaram em 2022 com um disco confessional e intimista, espécie de cadeira de baloiço para ninar adultos.

Fontaines D.C.:
fundamentos do punk rock, cinquenta anos depois do facto.

Os Fontaines D.C. são a mais credível e coerente proposta para a sobrevivência e continuidade do punk rock que podemos testemunhar na última década. E lançaram um novo trabalho em 2022. Um torrencial manifesto sónico para ouvir com os sentidos em alerta vermelho.

O som da frente, em 1979.

"Remote  Control", o quarto trabalho de estúdio dos The Tubes é uma sublime convergência entre punk electrónico e pop desalinhado, num embrulho futurista de sintetizadores analógicos e raiva de músicos fora da lei, que anuncia o apocalipse do rock clássico dos anos 70.

Oscar Peterson: uma explosão de talento criativo.

O melhor solo de piano da história do Jazz? Rick Beato acha que sim.