“Oscar Peterson owned a piano. Everyone else just rents one.”
Robert Easton
Este será, talvez, o melhor solo da história do Jazz. Ou da história do Rythm and Blues. Ou da História do Swing. Ou da história do Bebop. Ou da História, ponto. É que nem se percebe bem de que género musical falamos porque Oscar Emmanuel Peterson, acompanhado por outros dois instrumentistas lendários – Bernie Kessel e Niels-Henning Pedersen – vai a todas, num improviso absolutamente alucinante.
O índice de virtuosismo presente neste clip rebenta com a escala toda. É uma espécie de Masterclass sobre o triunfo do génio humano. Não há milagre que Oscar Peterson não consiga produzir com as 88 teclas ao dispor do seu poder inventivo. De tal forma que os também virtuosos músicos que o acompanham oscilam entre o queixo caído e o esforço máximo para acompanhar o cânone alienígena do monstro que lidera a progressão.
Este momento da história da música é para saborear com tempo, apreciar repetidamente e estudar com profundidade. E o bom do Rick Beato ajuda imenso a esse processo.
Divirtam-se – e aprendam – com ele.
Relacionados
28 Mai 26
Indy britânico de fim de século: Suede, Pulp, Radiohead e Shed Seven.
A Discoteca da Minha Vida #20: Entre 1995 e 1996, quatro discos de quatro bandas alternativas britânicas rebentaram para a posteridade, como explosivos e eufóricos manifestos na missa de finados do século XX.
14 Abr 26
Músicas que ficam: a playlist provável.
Não há critério. Não há intenção. Não há aquela preocupação meio ridícula de parecer interessante. São só músicas que ficaram com a Silvana Lagoas.
10 Abr 26
Grunge ma non troppo: Pearl Jam, Bush e Red Hot Chili Peppers.
A Discoteca da Minha Vida #19: entre Seattle, Londres e Los Angeles, três bandas perigosas para a saúde mental, mas que rasgavam guitarras sem destruir a harmonia.
13 Fev 26
Veludo alternativo dos anos 90: Garbage, Catatonia, Cake e Cardigans.
A discoteca da minha vida #18: quatro bandas que se dedicaram a acariciar os tímpanos da audiência, sem perderem criatividade nem irreverência nem personalidade nem balanço por causa desse meigo altruísmo.
22 Jan 26
Entre a dança e a depressão: electrónicos, minimalistas e outros desalinhados.
A discoteca da minha vida #17: Stereo Mc's, Portishead, Morphine e Freak Power, ou os anos 90 condensados num loop entre a angústia e a euforia.
2 Jan 26
No tempo em que acreditávamos no futuro.
No tempo em que acreditávamos no futuro éramos capazes de grande aparato filarmónico, com uns quantos acordes apenas. E em plena Guerra Fria, a pior tragédia do rock era a dor de corno.






