Marine Le Pen, a líder de longa data do partido francês Rassemblement National, que lidera as sondagens de opinião para as presidenciais, foi proibida de participar em quaisquer eleições nos próximos cinco anos, na sequência de uma decisão judicial. A líder nacionalista, de 56 anos, foi condenada por utilização indevida de fundos da União Europeia. Para além da proibição de participar em eleições, foi-lhe aplicada uma pena de quatro anos de prisão, dos quais dois estão suspensos, com a possibilidade de cumprir o tempo restante sob vigilância electrónica. Le Pen terá ainda que pagar uma multa de cerca de 100.000 euros.

A decisão do tribunal de Paris foi tomada depois de Le Pen e vários membros do seu partido terem sido considerados culpados de desviar fundos destinados a assistentes parlamentares da UE para pagar a pessoal do partido, entre 2004 e 2016, uma violação dos regulamentos da UE, que são (prepositadamente?) kafkianos, muitas vezes inescrutáveis e frequentemente ridicularizados.

A juíza Bénédicte de Perthuis, que dirigiu o processo, considerou as acções um “ataque grave e duradouro às regras da vida democrática”, tanto na Europa como em França. Esta decisão afecta a candidatura de Le Pen às eleições presidenciais francesas de 2027. Apesar da condenação, Le Pen e os seus co-arguidos negam qualquer irregularidade, afirmando que as suas acções estavam dentro dos limites legais. Os advogados da mais popular política em França já afirmaram entretanto que vão recorrer da sentença.

Personalidades mundiais como o Primeiro-Ministro húngaro Viktor Orbán manifestaram o seu apoio a Le Pen, alertando para o facto de as normas democráticas estarem a ser postas de lado.

 

 

Donald Trump comparou a situação da líder francesa à perseguição judicial de que foi alvo pelo Departamento de justiça do regime Biden. Elon Musk referiu que este é o modus operandis dos regimes totalitários.

 

 

A condenação afecta igualmente outros membros do partido nacionalista francês, incluindo Catherine Griset, que recebeu uma pena suspensa e uma interdição eleitoral, e Louis Aliot, condenado a uma pena de prisão parcialmente suspensa de 18 meses.

Enquanto o futuro político de Le Pen está em jogo, as atenções voltam-se para figuras políticas mais jovens, como Jordan Bardella, que Le Pen encorajou a assumir a liderança do partido.

Le Pen continua a ser uma figura central na política francesa, tendo o seu partido feito incursões substanciais na paisagem política dominante nos últimos anos. O veredicto representa o mais recente caso de guerra aberta dos poderes instituídos na Europa contra os partidos populistas.

Qualquer europeu que nesta altura acredite que vive em democracia está em definitivo alienado da realidade.

No início deste mês, os tribunais da Roménia impediram descaradamente o candidato anti-globalista Calin Georgescu de concorrer às eleições presidenciais de Maio. Esta medida surgiu logo depois de Georgescu ter sido detido para interrogatório no contexto de um processo judicial em que as autoridades o procuram envolver, e meses depois de ter ganho a primeira volta das eleições presidenciais do país, um resultado que levou à anulação desse escrutínio pelo estabelecimento romeno.

Entretanto, na Alemanha, os poderes instituídos continuam a forçar a possibilidade de proibir o partido Alternativa para a Alemanha (AfD) com base na falsa premissa de que é uma organização extremista de direita. Apesar das tentativas de manchar a sua reputação, o AfD conquistou 20% dos votos nas recentes eleições do país com a sua plataforma de oposição à imigração descontrolada.

Na Áustria, o partido populista FPO, que ganhou as eleições legislativas, foi afastado do governo por uma geringonça de globalistas e socialistas. O líder do FPO, Herbert Kickl, enfrenta também um processo judicial.

No EUA, como é bem sabido, Donald Trump foi vítima de ensandecida e enfurecida perseguição judicial que não resultou em coisa nenhuma. Talvez por isso, foi ainda objecto de várias tentativas de assassinato.

Pelas mesmas razões, o primeiro-ministro eslovaco Robert Fico foi baleado e esteve às portas da morte.

No Brasil, é o espectáculo degradante que conhecemos, e Bolsonaro, agora acusado de golpismo, vai acabar na prisão, mais cedo do que tarde.

Porque no que diz respeito à conquista e manutenção do poder, os globalistas-leninistas não brincam em serviço.