O líder populista Herbert Kickl, que ganhou as eleições legislativas austríacas de Setembro último, enfrenta um processo judicial, juntando-se assim a uma longa lista de políticos populistas que são alvo de acções judiciais à medida que a sua popularidade aumenta.
Em quase todos os grandes países da Europa, a direita populista ou nacionalista está a ser alvo de processos judiciais e, no caso da Alemanha, corre até um processo de interdição de um partido político. Agora, na Áustria, o líder do Partido da Liberdade (FPÖ), Herbert Kickl, está a ser processado depois de ter sido levantada a sua imunidade.
O Ministério Público austríaco abriu um inquérito contra Kickl por alegações de que este prestou falsos testemunhos numa comissão parlamentar de inquérito. O Parlamento austríaco votou a favor do levantamento da imunidade parlamentar de Kickl, o que permitirá que a investigação avance, com todos os partidos a votarem contra Kickl, excepto o seu.
O Ministério Público austríaco está a investigar uma série de temas, incluindo as alegações de que o seu partido utilizou fundos públicos para pagar publicidade em troca de uma cobertura favorável dos meios de comunicação social. Como se esta não fosse uma prática corrente dos partidos políticos em todo o mundo.
O partido de Kickl ficou em primeiro lugar nas eleições nacionais do início deste ano, mas os poderes instituídos impediram o FPÖ de formar uma coligação governamental. Actualmente, o partido é mais popular do que nunca, com 34% dos eleitores a afirmarem que apoiariam o Kickl em novas eleições, contra os 29% que somou nas legislativas de Setembro. O segundo partido mais votado, o Partido Popular Austríaco (ÖVP), globalista, registou uma queda drástica de popularidade desde as eleições.
No início de Dezembro, a polícia proibiu uma grande manifestação de apoio ao FPÖ e a Herbert Kickl.
Um político do ÖVP, Christoph Zarits, apresentou o pedido de levantamento da imunidade de Kickl. Kickl defendeu-se, dizendo aos meios de comunicação austríacos, quando foi acusado pela primeira vez, que “não cuidou dos anúncios” enquanto foi ministro do Interior entre 2017 e 2019. O FPÖ classificou o levantamento da imunidade de Kickl como uma manobra política destinada a atacar o partido à medida que este cresce em popularidade.
Por toda a Europa, os partidos globalistas e de esquerda estão a recorrer a processos judiciais para atingir os seus rivais, como a acusação de Matto Salvini em Itália pelo seu papel no bloqueio do desembarque de barcos de migrantes em Itália durante o seu mandato como ministro do Interior (de que foi recentemente ilibado). Em França, a candidata presidencial Marine Le Pen está actualmente a ser julgada por alegações de que utilizou indevidamente fundos da UE para fins de política interna. A líder parlamentar do Rassemblement National enfrenta anos de prisão e a proibição de participar na política.
🇫🇷🇮🇹 Salvini is facing 6 years in prison in Italy, but now Le Pen is facing 10 years in prison in France.
Politicians on the right are being subjected to show trials and long prison sentences across Europe. pic.twitter.com/Yu9eDquoOp
— Remix News & Views (@RMXnews) October 7, 2024
Além disso, a Alternativa para a Alemanha (AfD) enfrenta uma séria ameaça de proibição, apesar de o partido ser actualmente o segundo mais popular do país.
Talvez a medida mais chocante dos últimos tempos tenha sido o cancelamento das eleições presidenciais pelo Tribunal Constitucional da Roménia, uma vez que Calin Georgescu, o populista que se opõe à NATO, estava muito à frente do seu rival. O Tribunal Constitucional alegou “interferência estrangeira nas eleições”, mas apresentou poucas ou nenhumas provas em apoio das suas afirmações. Esta situação abre um precedente perigoso para futuras eleições, em que os tribunais podem anular resultados eleitorais simplesmente porque não gostam do resultado.
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, comentou recentemente este facto, afirmando
“Só é uma democracia se eles ganharem. E tudo se justifica para nos impedir quando ganhamos”.
O chanceler Karl Nehammer, que anteriormente já dependeu do FPÖ para formar governo, excluiu a possibilidade de se coligar com Kickl como força menos votada, descrevendo o líder populista como um “risco de segurança”.
Agora. Porque quando precisou dele para garantir a chancelaria, não apresentava qualquer “risco de segurança”.
Canalha.
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