A Alemanha sofreu uma queda “espectacular” nas vendas de carros eléctricos, numa altura em que a União Europeia enfrenta crescentes apelos para adiar os seus objectivos de redução de emissões de carbono.
A Associação dos Construtores Europeus de Automóveis (ACEA) afirmou que as vendas de novos veículos eléctricos alimentados por baterias (VE) na maior economia do bloco caíram quase 70% em Agosto, o que levou a um declínio mais amplo de 18% nas vendas de carros novos em toda a UE.
Em França, o segundo maior mercado da UE para veículos eléctricos a bateria, atrás da Alemanha, as vendas caíram 33%.
A ACEA afirmou que “a queda espectacular” na Alemanha e em França significou que apenas 92.627 veículos eléctricos foram registados em toda a Europa no mês passado, uma queda de 43,9% em relação aos 165.204 do ano anterior.
A crise das vendas de VE levou a ACEA a apelar a uma “acção urgente” contra as novas regras da UE.
A ACEA alertou para o facto da “contínua trajectória descendente” do mercado europeu de automóveis eléctricos deixar os fabricantes em risco de multas de vários milhares de milhões de euros.
Em contra-ciclo, e numa manifestação de autismo muito característica de Bruxelas, a Comissão Europeia, que cria e aplica a legislação da UE, prepara-se para introduzir novos objectivos para automóveis e carrinhas destinados a reduzir as emissões de carbono e a incentivar a adopção de veículos eléctricos.
No entanto, a ACEA afirmou que a quota de mercado dos veículos eléctricos continua a ser muito inferior ao nível necessário para cumprir as regras da UE em matéria de emissões dos veículos.
Como o Conta já noticiou, o mercado de veículos eléctricos está em colapso globalmente: Os lucros da Mercedes caíram a pique, quando as vendas da sua nova gama de electrodomésticos entraram em queda livre. A Porsche abandonou os seus objectivos de vendas de carros movidos a bateria devido à diminuição da procura por parte dos clientes. A Ford está a perder quase 50.000 dólares por cada viatura eléctrica que vende, enquanto os lucros da Tesla caíram 45%. Entretanto, os fabricantes de baterias, como a alemã Varta, estão a ser dizimados.
A verdade é que, como o Contra por várias vezes já sugeriu, se os VE fossem competitivos e apelativos, a indústria não precisava de ser subsidiada para os construir e os consumidores não precisavam der ser subornados para os comprar.
Mas dada a obsessão das elites, mais tarde ou mais cedo vamos ser obrigados a comprar carros eléctricos.
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