Os Centros de Serviços Medicare e Medicaid do governo federal americano emitiram cerca de 1,1 triliões de dólares em pagamentos indevidos na última década, de acordo com uma auditoria independente. Embora as auditorias internas sugiram pelo menos 543 biliões de dólares em pagamentos indevidos ao longo de uma década, o que já é escandaloso quanto baste, o Paragon Health Institute – um grupo de reflexão independente e apartidário sobre cuidados de saúde – afirma que a sua investigação revela que os pagamentos fraudulentos são mais do dobro do que o governo avaliou.
De acordo com os investigadores do Paragon Health Institute, as auditorias sobre a Medição da Taxa de Erro de Pagamento (PERM), realizadas durante os governos de Obama e Biden, excluíram a análise das determinações de elegibilidade do Estado, o que resultou numa estimativa incorrecta dos pagamentos indevidos.
Os investigadores do Paragon Health Institute sublinham que as determinações de elegibilidade do Estado representam um ponto crítico onde a fraude ocorre. Com o Obamacare, vários estados expandiram seus programas de Medicaid, o que resultou num grupo maior de indivíduos elegíveis e mais reembolsos do governo. Os investigadores afirmam que o facto criou “um incentivo para os estados classificarem indevidamente os inscritos tradicionais, bem como os candidatos não elegíveis, como inscritos na expansão”.
Para além das verificações de elegibilidade, o Paragon Health Institute salienta que as regras de elegibilidade presumida do Medicaid – que permitem aos hospitais inscrever os doentes no programa de cuidados de saúde do governo com base no nível de rendimento declarado e na dimensão do agregado familiar, na dependência de uma eventual revisão – representam outra grande via de fraude. De acordo com a pesquisa, cerca de 70% dos indivíduos considerados elegíveis para o Medicaid pelos administradores dos hospitais são posteriormente considerados inelegíveis.
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