A polícia metropolitana do Reino Unido é hoje e comprovadamente, um braço armado não do estado, mas da ideologia das elites. E age como polícia política sem qualquer tipo de escrúpulo. O Contra já documentou vários episódios deste fenómeno de natureza despótica. Eis um resumo:
No Reino Unido são encarceradas em média 9 pessoas por dia, por “crimes” de discurso online. Caroline Farrow foi presa e viu o seu computador apreendido, sem qualquer mandato judicial, na sequência de ter publicado posts alegadamente “ofensivos” relativamente a questões de género. Harry Miller recebeu um telefonema da polícia inglesa em que o agente do outro lado da linha manifestou claramente que o objectivo da chamada era o de “verificar o pensamento” do seu interlocutor, depois deste ter publicado um meme que satirizava o movimento LGBTQ no Tweeter. Samantha Smith foi à GB News falar sobre os continuados crimes perpetrados contra crianças em Telford e a total indiferença da polícia e dos políticos em relação à nefasta actividade destes grupos de adultos de etnia muçulmana, que atraem meninas com prendas e refeições gratuitas nos kebabs para depois as violarem. O resultado dessa pungente entrevista é um arrepiante sinal dos tempos: a polícia bateu-lhe à porta para a inquirir sobre os seus pontos de vista e tratou-a como uma delinquente.
Neste momento as coisas funcionam assim, por terras britânicas: um cidadão publica um meme numa conta de rede social. Alguém telefona para a polícia afirmando que esse meme lhe feriu gravemente a sensibilidade. Acto contínuo, o cidadão recebe uma visita da polícia do pensamento e é preso.
“Someone has been caused anxiety based on your social media post, that’s why you’ve being arrested” –@HantsPolice
Read it & weep!😭
The ‘unknown’ can no longer be bullied. You now have a direct line to a group of dedicated people who will help you.@BadLawTeam | @WeAreFairCop pic.twitter.com/qbHcNNEBs8
— The Reclaim Party (@thereclaimparty) July 30, 2022
Vem este algo arrepiante preâmbulo a propósito da actuação da polícia nas muito frequentes circunstâncias em que fanáticos do culto do apocalipse climático decidem cortar o trânsito de importantes rodovias das cidades britânicas.
Como é que se deve sentir um destes apparatckiks, que pensa que é um rebelde doido por fazer parar o trânsito em nome do mito ambientalista, quando vê que a polícia trabalha activamente a seu favor? Quando elites, academias, governos e os correspondentes megafones da imprensa corporativa estão em uníssono do seu lado? Que espécie de rebelde é endeusado e protegido assim pelo sistema?
É rebelde nenhum, claro. É só mais um parafuso na máquina.
Os genuínos rebeldes de hoje são os desgraçados da classe operária que querem trabalhar, que precisam de trabalhar, mas que ficam horas encurralados em engarrafamentos causados por parasitas que foram educados em Cambridge e em Oxford para serem uma espécie de mascotes dos poderes instituídos.
Às tantas, numa dada situação deste género narrada por Paul Joseph Watson, acontece aquilo que é expectável e há um desses verdadeiros rebeldes que perde a paciência e começa a arrastar os privilegiados activistas do Just Stop Oil para fora da rodovia, só para ser imediatamente manietado e algemado e preso pela polícia.
Na situação, quem está de facto fora da lei são os activistas, que ilegalmente bloquearam a estrada, mas o alvo das “autoridades” é o colarinho azul que só quer cumprir o seu honesto dia de trabalho.
É surrealista, se pensarmos bem. Ou só mais um rotineiro dia de actividade totalitária da polícia política de S. Majestade, o Rei WEF.
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