A descendente da família Adams representada na foto em cima, que é, por incrível que possa parecer, professora de filosofia em Cambridge, defende, num livro que teve a infeliz ideia de escrever e que alguém desgraçadamente publicou, uma solução prática e eficaz para as alterações climáticas: a extinção da humanidade.
O artigo que anuncia o lançamento desta obra de monumental delírio genocida reza assim, a certa altura:
“O livro argumenta que, devido aos danos causados a outras criaturas vivas na Terra, devemos começar gradualmente a eliminar a reprodução. Mas, em vez de oferecer um olhar sombrio para o futuro da humanidade, gerou discussões devido ao seu tom alegre e otimista, ao estabelecer uma visão positiva para o futuro da Terra – sem a humanidade.”
Este optimismo apocalíptico envergonha, com a sua alegria metodológica, outros visionários positivistas que tentaram à sua maneira combater as alterações climáticas através da extinção de substanciais fracções da humanidade, como Mao Tse Tung, José Estaline e Adolf Hitler. A “Solução Final” de Patricia MacCormack é de longe mais radical e abrangente, mais ambiciosa e universal, já que pretende aniquilar não uma ou outra etnia específica, mas toda a realidade demográfica do Sapiens, resolvendo assim concomitantemente e em definitivo outro tipo de problemas como o racismo, o sexismo, a pobreza a as injustiças sociais.
Se um qualquer professor de filosofia dissesse publicamente que, por exemplo, talvez fosse positivo para o planeta a eliminação dos aborígenes australianos, seria imediatamente preso como supremacista branco. Mas, pelos vistos, defender a extinção de toda a espécie humana já é um argumento de bom tom, com larga aceitação académica e favorável recepção mediática.
A tese de MacCormack é de tal forma absurda que vai buscar razões de ser ao imaginário zombie:
O argumento central de The Ahuman Manifesto resume-se a isto: a humanidade já está escravizada ao ponto do apocalipse zombie pelo capitalismo. A eliminação progressiva da reprodução é a única forma de reparar os danos causados ao mundo.
A própria autora reconhece que as suas ideias não são muito bem recebidas quando procura passá-las da teoria à práctica:
“Todos concordam com as ideias do livro até lhes ser dito que têm de as pôr em prática. Há muita concordância de que estas mudanças podem funcionar, mas quando são impostas às pessoas, há uma reacção contrária.”
O Contra não crê que a concórdia seja assim tão grande, fora da bolha satânica em que a professora de Cambridge deve viver. Mas percebe perfeitamente que as pessoas reajam mal à imposição da extinção da espécie.
Passa também por esta linha de pensamento uma ideia extraordinária: para acabar com a exploração capitalista, há que acabar com a humanidade. Como quem diz: para acabar com a pobreza, há que acabar com os pobres. É um axioma brilhante, de tão higiénico.
Patricia nem esconde o factor que está por trás do seu horror pela humanidade:
“A premissa básica do livro é que estamos na era do Antropoceno, a humanidade causou problemas em massa e um deles é criar este mundo hierárquico onde as pessoas brancas, masculinas, heterossexuais e fisicamente aptas são bem sucedidas e as pessoas de diferentes raças, géneros, sexualidades e com deficiência lutam para o conseguir.”
É natural que pessoas com deficiência mental como ela tenham dificuldade em conseguir seja o que for. O que não é natural é a facilidade como Patricia arranjou um emprego como professora numa das universidades mais prestigiadas do Ocidente.
Seja como for, bravo. Bravo por Cambridge, que emprega professores com ideias assim geniais. Bravo pela comunidade académica, que as valida. Bravo pela imprensa, que as normaliza. E bravo por Patricia, que é uma profeta perfeitamente integrada no modo de pensar das elites e que, por isso, irá com certeza longe, na sua carreira de louca furiosa.
Sargon of Akkad, o famoso activista e crítico britânico, patrão do projecto editorial The Lotus Eaters, destrói a obra de Patricia MacCormack muito melhor do que o Contra pode e sabe fazer:
Greta Thunberg pode voltar para a escola. O planeta está salvo.
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