Boris Johnson, o ex-primeiro-ministro britânico, autor de crimes contra a humanidade durante a pandemia e entusiasta de confinamentos, guerras e orgias, testemunhou que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, colocou dispositivos de escuta na sua casa de banho pessoal em 2017, quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. Johnson alega que a sua equipa de segurança descobriu os dispositivos depois de o líder israelita ter utilizado as instalações.

Johnson detalha este episódio no seu livro Unleashed, onde se refere a Benjamin Netanyahu como “Bibi”, contando como, numa reunião no seu antigo gabinete, Netanyahu se desculpou para ir à casa de banho, que descreve como semelhante à “casa de banho de um clube elegante de Londres” e localizada num “anexo secreto”. Alegadamente, o primeiro ministro israelita terá aproveitado a circunstância para colocar um sistema de escuta nas instalações do ministro.

Johnson foi convidado a dar mais informações sobre o incidente, mas recusou-se a fazê-lo, dizendo que tudo o que é pertinente para o episódio pode ser encontrado no seu livro. As fontes oficiais não comentaram na altura a descoberta nem as alegações subsequentes, e não foram comunicadas quaisquer outras investigações. Os responsáveis diplomáticos israelitas e outras partes envolvidas também ainda não responderam às alegações feitas no livro de Johnson.

Desde que deixou a política, Johnson tem-se concentrado em angariar apoios para a Ucrânia no seu conflito com a Rússia. No início deste ano, falou sobre a guerra durante uma pequena sessão na Convenção Nacional republicana para uma sala quase vazia.

Johnson, que impediu as conversações de paz em 2022, encontrou-se mais tarde com o Presidente Donald J. Trump para fazer pressão a favor da Ucrânia.

E no que respeita ao conflito do Médio Oriente, as suas posições são reconhecidamente pró-israelitas, embora não tenha resistido a esta indiscrição, que de qualquer forma só confirma o carácter draconiano da Mossad e do regime Netanyahu, que não tem quaisquer escrúpulos em espiar os seus aliados e até em utilizar uma visita de estado do primeiro-ministro para instalar equipamentos de escuta.