
Ninguém está de acordo sobre a natureza e, até, uma definição, de ‘consciência’ e há centenas de variações disponíveis. A definição do Contra seria:
Consciência é a percepção profunda da identidade – ou do ‘eu’ – e do seu potencial transcendente.
Quer-se dizer: somos conscientes porque intuímos que, para além do aparelho biológico, existe em cada um de nós uma entidade singular, em certo sentido insondável, equipada de forma imanente com sentido moral e, logo, potencialmente imaterial. Dada a imaterialidade, essa entidade interage, sem que disso tenhamos sensação empírica, com as outras entidades sencientes do universo, num processo geral, macrocósmico e de natureza emergente, de ganho de consciência.
E a esse processo emergente de ganho de consciência podemos chamar Deus, ou melhor ainda: o Processo de Deus.
Vem esta conversa a propósito de um recente estudo que demonstra a plausibilidade da teoria de Roger Penrose, de que o cérebro humano funciona através da constante superposição de estados quânticos, que constituem, segundo o célebre físico, Prémio Nobel da Física em 2020, a plataforma consciente do ser humano.
A tese, que é polémica porque, que se saiba, os estados quânticos colapsam em microsegundos e só conseguem alguma estabilidade a temperaturas próximas do zero absoluto (-273ºC), é no entanto muitíssimo interessante e fornece pano abundantes para mangas especulativas, entre as quais a hipótese, sugerida no terceiro parágrafo deste breve texto, de que a consciência humana existe em rede com outras consciências e interage com o campo cósmico, mesmo que apenas no plano quântico (talvez por isso, não seja experimentada pelos sentidos).
E se Penrose não tinha até agora evidências laboratoriais que confirmassem as suas elaborações matemáticas, foi recentemente publicado um estudo do anestesiologista Stuart Hameroff que contribui deveras para o fortalecimento da tese.
Anton Petrov explica a coisa melhor que o Contra pode ou sabe, embora as suas conclusões, como sempre, sejam excessivamente materialistas.
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