Os Fact Checkers estão mesmo zangados com o YouTube e exigem que o censor de Silicon Valley censure ainda mais vídeos por “desinformação”, sendo uma das razões que apontam como legítima para intensificar a prática fascistóide a ausência de interesse que as pessoas manifestam pelos conteúdos de “verificação de factos”.
Portanto: como ninguém quer saber dos conteúdos chatos, mentirosos e hiper-partidários divulgados por “verificadores de factos” com reputação de aldrabões de primeira ordem, a sua concorrência mais bem-sucedida deve ser censurada!
A exigência foi feita durante a GlobalFact 9, conferência de verificação de factos organizada pela International Fact-Checking Network (IFCN).
Numa carta endereçada ao conselho executivo do YouTube, o IFCN escreveu, lamuriosamente:
“Como rede internacional de organizações de verificação de factos, monitoramos como as mentiras se disseminam online – e todos os dias constatamos que o YouTube é um dos principais canais de desinformação. Essa é uma preocupação significativa na nossa comunidade global de verificação de factos”.
Durante a conferência, Angie Drobnic Holan, editora-chefe do PolitiFact (reconhecido orgão de falsificação da realidade), queixou-se das muito baixas audiências que os seus conteúdos recolhem online:
“Os algoritmos do YouTube não parecem promover informações precisas e fiáveis. Somos experientes produtores de vídeos de verificação de factos. Mas estes conteúdos não são bem sucedidos. Acho que a maioria dos meios de comunicação social está extremamente frustrada com os resultados que obtém no Youtube.”
Brandon Feldman, do YouTube, respondeu a estas exigências assegurando que a empresa está empenhada em promover as “fontes autorizadas”. E é verdade. A batota é evidente na forma como o conteúdo das principais organizações noticiosas e instituições ligadas aos poderes instituídos aparecem invariavelmente no topo dos resultados de pesquisa, com as narrativas discordantes soterradas no fundo da lista, quando aparecem de todo. Isto já para não falar da razia de milhares de canais dissidentes, que são simplesmente banidos.
Mas, aparentemente, nem isso é suficiente porque na verdade os verificadores de factos não são meios de comunicação imparciais e independentes. São cães de ataque conduzidos por activistas radicais e hiper-partidários, que trabalham em nome da agenda totalitária das oligarquias instaladas no poder.
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