Um dos canais que o Contra está a seguir com mais atenção nos últimos meses é este. É difícil conciliar a seriedade e a profundidade de pesquisa que são colocadas no trabalho editorial do Why Files com o terrível Hecklefish, peixinho dourado que é um incondicional teórico da conspiração e interrompe não poucas vezes a narrativa de Andrew Gentile com notas de humor sardónico e suspeitas de chapéu de lata. Mas a verdade é que se trata de um canal que, sobre muitos dos enigmas da história universal e dos assuntos fulcrais da actualidade estabelece um discurso claro, credível e acessível, que separa o trigo do joio entre teorias alienadas, conspirações reais e aquilo que nos é de facto escondido pelas elites, pelas academias e pelos poderes estabelecidos.

Este ensaio, focado na rocambolesca e tentacular história das infames “Georgia Guidestones”, é um vivo exemplo da ambição detectivesca e do exaustivo trabalho de recolha que o Canal oferece aos seus dois milhões de subscritores. E característico de uma equipa de produção que sabe até – e muito bem – que as questões fundamentais que hoje perturbam e ameaçam a condição humana não são políticas porque estão antes da política: a demografia, a cultura, a linguagem, a religião, a história e a ciência. É nestas vertentes que temos que encontrar referências para tentar compreender a intrincada fenomenologia dos nossos tempos.

E este canal ajuda nisso.

 

 

Num outro profundo trabalho de investigação, o Why Files documenta as estranhas formações observadas na superfície de Marte e como a agência espacial americana fez de tudo (inclusivamente a manipulação grosseira de imagens) para que a verdade sobre essas formações permaneça oculta. Independentemente da natureza fenomenológica dos relevos em questão, a história que é narrada neste clip não deixa dúvidas: a NASA é uma organização fraudulenta e mafiosa, que não merece a confiança de ninguém.

 

 

No episódio da semana passada, Gentile e Hecklefish (cuja ideologia é talvez aquela com que o Contra mais se identifica entre a imensidão dos protagonistas mediáticos contemporâneos), articulam, com profundidade elevatória, sobre a fragilidade da civilização humana perante fenómenos naturais de bárbara magnitude e o dogmatismo cego-surdo da comunidade científica.

A título de exemplo do que neste clip é manifesto, e sem querer desviar a atenção do trabalho que vivamente se recomenda, Gentile demonstra como as fases da lua têm efectiva e constante influência na eclosão de terramotos, por muito que a comunidade científica fique incomodada pela falência das teorias estabelecidas, que defendem uma fraquinha, limitada e apenasmente descritiva versão do terrífico e letal fenómeno.

E precisamente considerando quão terríficos e letais são os tremores de terra – que em segundos ceifam, em pleno século XXI, milhões de vidas – seria até de esperar que os “cientistas” mostrassem pelo menos alguma vontade de sair da caixinha extremamente confortável e dogmática que teimosamente habitam e estudar novas e mais profundas relações de causa e efeito, à procura de conhecimentos que pudessem salvar as pessoas de morrer assim em quantidades brutais, de cada vez que a Terra treme.

Lamentavelmente, não é isso que acontece. Porque o que acontece nas academias do tempo de agora é o carreirismo puro e duro dos indivíduos, o corparativismo globalista das instituições e a compensação dos pecados máximos pelo fingimento de virtudes woke.

 

 

Mas voltando ao que interessa: subscrevam e consumam o Why Files. É do melhor que há, mesmo.