A decisão do presidente Volodymyr Zelensky de se submeter ao presidente Donald J. Trump sugere que o líder ucraniano “ficou sem opções”, segundo a BBC, que normalmente torce por ele enquanto tenta minar o líder americano. Na sequência de um confronto com o Presidente Trump na Sala Oval – resultante do facto de Zelensky ter começado uma discussão com o Vice-Presidente J.D. Vance em frente da imprensa – foi anunciada uma suspensão da ajuda dos EUA à Ucrânia. Poucas horas depois, Zelensky emitiu uma declaração em que prometia:
“A minha equipa e eu estamos prontos para trabalhar sob a forte liderança do Presidente Trump para conseguir uma paz duradoura”.
A rendição às evidências não parece por agora ter convencido a administração Trump e, talvez por isso, a a emissora pública britânica argumenta:
“A retórica hostil de Washington, a reunião na Sala Oval e a ‘pausa’ da ajuda militar dos EUA forçaram-no a ceder à visão de paz de Trump”,
A BBC observa ainda que, embora os líderes europeus tenham apoiado amplamente Zelensky após o confronto na Casa Branca, com a Grã-Bretanha e a França a prometerem tropas de manutenção da paz, “deixaram claro que a paz ainda exigiria o envolvimento dos EUA”.
A maioria dos membros europeus da NATO permitiu que suas forças armadas perdessem significado nas últimas seis décadas – com Trump acusando-os frequentemente de serem “deliquentes” nas suas obrigações financeiras com a defesa e a aliança atlântica – preferindo gastar o dinheiro em apoio a imigrantes, políticas climáticas e energéticas ensandecidas e programas de segurança social insustentáveis. Neste contexto, a BBC sublinha:
“Com os seus aliados europeus a reconhecerem que continuam a precisar dos EUA, Washington parece ser o único sítio a que Zelensky pode recorrer.”
O Presidente ucraniano já está a fazer cedências ao concordar em assinar um acordo com os EUA sobre a exploração de minerais sem garantias de segurança. Até agora, Zelensky tem-se recusado a aceitar um cessar-fogo e certos acordos sem as chamadas garantias de segurança – na prática, uma promessa dos EUA de entrar em guerra com a Rússia se o cessar-fogo for quebrado.
Mas o presidente Trump deixou claro a Zelensky que ele “não está em posição de ditar termos” aos EUA.
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