Por alguma razão desviada da sua própria narrativa, os organizadores da Cimeira do Governo Mundial de 2023, realizada nos Emiratos Árabes Unidos, decidiram convidar Elon Musk para se pronunciar sobre as suas actividades mafiosas e os seus sonhos de domínio global.

O magnata não traiu a sua reputação de dissidente e advertiu que qualquer tentativa de criar um governo mundial levará ao colapso da civilização humana.

 

 

Musk fez os assertivos comentários enquanto se dirigia por tele-conferência aos elitistas do evento no Dubai. O CEO do SpaceX afirmou que uma excessiva cooperação entre governos cria um risco civilizacional ao asfixiar a diversidade. Musk argumentou de forma muito sensata que ao longo da história as grandes civilizações foram separadas por distâncias geográficas e culturais, de modo que quando uma entrou em declínio, como o Império Romano, outras tiveram espaço ontológico para ascender, como o Islão. Num mundo globalizado, isto é impossível e a sobrevivência da espécie ficará para sempre dependente do seu elo mais fraco.

“Queremos ter alguma diversidade civilizacional, de tal forma que se algo correr mal com uma civilização, a coisa toda não colapse, e a humanidade continue a avançar”.

Musk sublinhou a importância de criar salvaguardas para a continuidade da espécie humana porque esta

“É como uma pequena vela acesa numa vasta escuridão, e uma pequena vela muito vulnerável que poderá facilmente ser apagada”.

O bilionário também se pronunciou sobre a questão da vida extraterrestre, mostrando-se preocupado com o facto de não existirem sinais de civilizações alienígenas e notando que a vida inteligente, ou pelo menos consciente, parece ser rara no cosmos:

“Acho que ninguém sabe mais sobre o espaço do que eu, pelo menos sobre tecnologia espacial, e não vi até agora quaisquer indícios de tecnologia extraterrestre ou de qualquer tipo de vida extraterrestre”.

O aviso do Musk sobre os riscos e os malefícios de uma governação global não foi muito bem recebido pela audiência no Dubai. Para além de ir directamente contra o recente apelo de Klaus Schwab para que as elites congreguem esforços no sentido de exercerem o domínio global através das tecnologias de última geração – avisando descaradamente que se não agirem em tempo real o mundo poderá escapar ao poder dos tecnocratas – esta mensagem dispara uma muito assertiva seta sobre a óbvia contradição do ideário elitista/globalista: promovendo a todo o custo os valores da diversidade nos países do Ocidente, de forma a transformá-los demográfica e culturalmente, o que se está a fazer efectivamente é reduzi-la, num processo de empobrecimento cultural, antropológico, material e até genético, que só beneficia aqueles que procuram nivelar por baixo a vitalidade dos povos para que mais facilmente os consigam dominar.

O argumento de Elon Musk, que tem profundidade filosófica, histórica e científica, não tem sido valorizado até por aqueles que se opõem à globalização e será por certo motivo de investigações futuras aqui no ContraCultura.