De forma a prevenir o “racismo e a xenofobia” e a “preservar a democracia” a emissora pública alemã NDR evitou deliberadamente mencionar as origens étnicas e os antecedentes criminais de um terrorista que matou dois jovens na cidade de Brokstedt.
Um requerente de asilo de 33 anos foi preso na semana passada após ter assassinado uma rapariga de 17 anos e um rapaz de 19, ferindo outras pessoas, durante um ataque com faca numa estação de comboio regional.
O perpetrador era de origem síria e vivia na Alemanha desde 2014.
Knifeman Who Killed Two, Injured Several on German Train is Syrian Migrant, Reports Say https://t.co/JXpihPRK6e
— Breitbart London (@BreitbartLondon) January 25, 2023
Ibrahim A., que tinha estado a trabalhar como motorista de entregas da Amazon, teve inúmeras condenações anteriores e foi libertado da prisão preventiva apesar de ter ameaçado pessoas com uma faca em 2021.
Até o próprio advogado do suspeito disse estar surpreendido por Ibrahim ter sido libertado a 19 de Janeiro.
Com a opinião pública alemã a saber de mais um ataque terrorista perpetrado por um migrante que tinha entrado ilegalmente no país, a Norddeutscher Rundfunk (NDR) – principal emissora pública do país – estava aparentemente mais preocupada em manter as narrativas politicamente correctas.
Depois da NDR se recusar a detalhar a origem do terrorista e os seus antecedentes criminais, as redes sociais na Alemanha explodiram de indignação, exigindo explicações.
A NDR alegou então, num obsceno ataque de cinismo, que:
“A origem do perpetrador não é relevante para a reportagem. Mencionar esses detalhes conduziria a generalizações ou interpretações erradas e discriminatórias. Devemos livrar as notícias de racismo e xenofobia.”
A alegação absurda com que a emissora encerrou a questão consiste assim no argumento de que omitir os factos do conhecimento do público não é “censura, mas preservação da democracia”, uma frase que parece ter sido retirada directamente das orwellianas páginas de “1984”.
Num semelhante tom novilinguístico, a ministra regional do Interior, Sabine Sütterlin-Waack, exigiu que
“Não seja dado destaque às suposições e especulações que estão actualmente a circular nas redes sociais.”
Acontece até que não há aqui quaisquer suposições ou especulações. O perpetrador dos crimes de Brokstedt é factualmente de origem Síria. Já tinha de facto cometido crimes na Alemanha. Já tinha de facto ameaçado esfaquear cidadãos alemães. Será apenas sensato esperar que uma emissora pública informe os alemães destes factos todos.
Sobre o caso, escreve Oliver Lane:
“Esta não é a primeira vez que os meios de comunicação social alemães são levados à tarefa de omitir factos das reportagens que são importantes para ajudar o público a construir uma opinião informada sobre os acontecimentos do dia. A emissora pública Tagesschau foi criticada após a sua cobertura dos tumultos do Ano Novo deste ano ter omitido que os envolvidos eram, na sua esmagadora maioria, imigrantes.”
Lane salienta que os principais noticiários alemães também se recusaram a relatar as violações em massa perpetradas por imigrantes em Colónia, na véspera de Ano Novo de 2015, até que o assunto se tornou um escândalo internacional. No ano passado, esta mesma imprensa falsificadora qualificou os violentos tumultos na Suécia, provocados por imigrantes muçulmanos, como “demonstrações de extrema-direita”.
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