A ministra dos negócios estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, cujo conhecimento da realidade de um conflito militar deve ser o que aprendeu na infância a jogar o “Risco”, decidiu declarar guerra à Rússia, numa infeliz intervenção no Conselho da Europa, na semana passada.
“Sim, temos de fazer mais também em relação aos tanques, mas a parte mais importante e crucial é que o façamos juntos porque estamos a travar uma guerra contra a Rússia e não uns contra os outros”.
German foreign minister declares war on Russia pic.twitter.com/C4cAqnZXhD
— Michael Tracey (@mtracey) January 25, 2023
O Presidente croata Zoran Milanovic respondeu a estes comentários bizarros e incendiários, vindos de uma diplomata cujo país não tem forças armadas capazes de conquistar o Luxemburgo, qualificando-os como insanos e desejando à Alemanha melhor sorte do que aquela que teve na última guerra que travou com a Rússia, há 70 anos.
Milanovic ridicularizou os comentários, dizendo que um tal desenvolvimento era novidade para ele.
“Agora a Ministra dos Negócios Estrangeiros alemã diz que temos de estar unidos, porque, cito: ‘estamos em guerra com a Rússia’. Eu não sabia disso. Talvez a Alemanha esteja em guerra com a Rússia, mas então, boa sorte, e que desta vez as coisas corram melhor do que há cerca de 70 anos”.
“Querem que entremos na guerra?”, perguntou Milanovic durante uma visita à cidade portuária de Split, acrescentando que a Croácia “não deveria de modo algum ajudar” militarmente a Ucrânia.
O presidente croata expressou o seu espanto pelo facto de uma retórica tão agressiva estar a ser proferida por uma representante do Partido Verde alemão, que se diz pacifista.
“Se estamos em guerra com a Rússia, então vamos ver o que precisamos de fazer. Mas não vamos pedir à Alemanha a sua opinião. Deixem-os descobrir quem é o verdadeiro chanceler, lá. Estou na política há muito tempo, e o nosso país já passou por muito, mas nunca tinha visto este tipo de loucura antes”.
Milanovic condenou também as potências da NATO por fornecerem à Ucrânia tanques e outras armas, a fim de prolongar a guerra. E insistiu:
“Esses tanques podem arder, ou podem chegar à Crimeia, mas a Croácia não terá nada a ver com isso.”
Croatian President Zoran Milanovic: The German Foreign Minister said in English the day before yesterday in Strasbourg that we must be united because we are at war with Russia. I quote: “We are at war with Russia.” I did not know that. pic.twitter.com/dnQO1VllwQ
— Milopotamus (@Xifidion) January 27, 2023
Os falcões enriquecem, os franceses retificam.
No entretanto, as vendas de armas dos EUA a outros países aumentaram de 103,4 mil milhões de dólares em 2021 para 153,7 mil milhões em 2022, com os suspeitos do costume do complexo militar e industrial americano, a Lockheed Martin, a Northrop Grumman e a Raytheon a fazerem do conflito da Ucrânia um negócio chorudo.
Num desenvolvimento relacionado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês alegou que o facto dos EUA, da Alemanha e de outros países enviarem tanques e outros tipos de armamento para a Ucrânia não significa que a NATO esteja em guerra com a Rússia. A porta-voz do ministério Anne-Claire Legendre disse, contradizendo a sua congénere alemã, que:
“Não estamos em guerra com a Rússia e nenhum dos nossos parceiros está.”
O Partido Verde alemão é uma ameaça à paz, à democracia e à liberdade.
Não é por acaso que a tresloucada ministra dos negócios estrangeiros alemã é um quadro do Partido Verde. Como o ContraCultura tem reportado nos últimos meses, esta força política, de carácter radical e niilista, é uma das principais ameaças à democracia, à paz, ao livre arbítrio e ao bom senso, na Europa.
Não sendo de todo uma agremiação marginal no quadro dos poderes instituídos da Alemanha, o partido ocupa actualmente 118 dos 736 lugares no Bundestag, depois de ter ganho 14,8% dos votos expressos nas eleições federais de 2021 e é agora o terceiro maior dos seis grupos parlamentares, fazendo parte do governo federal.
Os 300 delegados do congresso deste partido detestam de tal forma o seu próprio país que solicitaram que a palavra “Alemanha” fosse retirada do seu manifesto.
A nova comissária “anti-discriminação” da Alemanha, que também é um quadro deste partido, foi recentemente objecto de críticas por ter utilizado linguagem depreciativa ao referir-se aos alemães nativos como “batatas”.
No ano passado, os Verdes lançaram uma campanha de relações públicas celebrando a sua visão para o futuro do país. De todos os cartazes promocionais criados para a campanha, nenhum apresentava qualquer pessoa branca.
Em nome da promoção da “diversidade”, os Verdes no poder na cidade alemã de Hanover anunciaram também um plano para proibir um terço dos cidadãos nativos de se candidatarem a empregos governamentais para que possam ser dados aos imigrantes.
Esta tenebrosa associação de fascistas teve também a ideia brilhante de criar uma quantidade insana de centros de denúncia onde as pessoas podem ir reportar os vizinhos que mostrem sinais de “falsch denken” (pensamento errado) ou que tenham expressado opiniões politicamente incorrectas.
Num exercício de flagrante racismo, o Partido Verde alemão despediu o ministro da justiça do estado da Turíngia, Dirk Adams, aparentemente sem outra razão que não seja a do infeliz ser branco e ser homem, e substituiu-o por uma mulher negra que não tem qualquer qualificação para o cargo.
Até que ponto pode o Ocidente intensificar o conflito?
Comentando as declarações de Annalena Baerbock, o envio de mais armamento para a Ucrânia pelo regime Biden e aquela que parece ser uma viragem estratégica da NATO, que agora, tudo indica, está empenhada não só em combater as forças russas na Ucrânia mas a obrigar o Kremlin a retirar da Crimeia, Tucker Carlson mostra-se apreensivo: o mercúrio no termómetro da guerra nuclear não para de subir. E qual será o grau de não retorno?
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