Milhões de brasileiros continuam a protestar contra as eleições presidenciais que elegeram o socialista/criminoso condenado Luiz Inácio Lula da Silva, que será certificado a 12 de Dezembro e inaugurado a 1 de Janeiro, de acordo com o Supremo Tribunal Federal.

 

 

Acontece que este tribunal é constituído por juízes que foram nomeados precisamente por Lula. E estes recusam-se a considerar três relatórios que documentam fraude eleitoral em larga escala. Lula reuniu até com esses juízes, de forma a garantir a certificação do processo eleitoral, a 9 de Novembro.

Entretanto, o ainda Presidente Jair Bolsonaro prometeu reunir-se com os manifestantes e que “não os decepcionará”. Um antigo juiz apelou à prisão do Presidente do Supremo, Alexandre de Moraes.

O Senador Renan Calheiros, que faz parte da equipa de transição do Presidente Lula, ameaçou prender os manifestantes pró-democracia, apelidando-os de “fascistas”. Considerando os milhões que estão na rua, apesar das chuvas torrenciais próprias da época, Calheiros, que sugeriu também a punição dos elementos da Polícia Rodoviária Federal que se abstenham de desbloquear as estradas, tem muita gente para encarcerar.

Jair Bolsonaro, que tem mantido uma posição discreta desde que foram anunciados os resultados eleitorais, encontrou-se com líderes do Partido Liberal (PL) na terça-feira para discutir como proceder face aos maiores protestos políticos na história do país e não só, que estão vergonhosamente a ser ignorados pelos meios de comunicação social mainstream. O líder do PL, Valdemar Costa Neto, disse que Bolsonaro não deixaria os manifestantes “ao abandono”. Valdemar afirmou ainda que

“Bolsonaro está ansioso por falar com as pessoas que estão na rua, pessoas que ele ama, e que amam Bolsonaro.”

Num discurso a 20 de Novembro em Brasília, o antigo Vice-Presidente do Supremo Tribunal Regional, Sebastião Coelho, apelou à detenção do corrupto presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, perante ovações de pé da audiência.

“Mais de 80% dos juízes no Brasil, em primeira e segunda instâncias, não concordam com o que o Supremo Tribunal Federal está a fazer. A solução será prender Alexandre de Moraes. O povo do Brasil não quer ser conduzido por criminosos condenados”

O jornalista de investigação Matthew Tyrmand foi ao Tucker Carlson Tonight na segunda-feira. O seu testemunho foi veemente:

“Estamos no dia 29 de protestos em massa no Brasil, um país democrático, com eleições livres, e não estamos a falar de dezenas de milhares ou centenas de milhares, mas sim de milhões de manifestantes. Este é possivelmente o maior protesto democrático da história da humanidade, e os meios de comunicação global estão a silenciar o assunto, que está a ser apagado da consciência colectiva em tempo real. O povo brasileiro não quer ser conduzido por criminosos condenados. Agora a questão é, o que deve ser feito quando se tem um poder judicial que não é composto por juízes imparciais e não partidários, mas sim por assessores políticos que estão a trabalhar para distorcer um resultado eleitoral. Os militares têm um papel especial na constituição brasileira, artigo 142º. São eles que devem julgar as disputas de separação de poderes. E parece que isto vai chegar a um ponto crítico”.

 

 

A história da libertação de Lula da Silva é surrealista, para sermos económicos. Acusado de 12 crimes, o líder do PT foi condenado em três tribunais distintos, por 19 juízes que o condenaram por unanimidade. Esses juízes não foram nomeados por Bolsonaro e a condenação aconteceu anos antes da sua eleição. Os juízes do Supremo Tribunal Federal libertaram Lula há dois anos atrás, para que ele pudesse concorrer a estas eleições. Anularam as suas múltiplas sentenças, que implicavam uma pena de 12 anos, da qual cumpriu apenas 580 dias. O Brasil tem uma lei em vigor que interdita um criminoso condenado de ser eleito para o cargo de presidente. Todo o processo é escabroso até para um país caótico e corrupto até à medula como o Brasil.

 

 

Nos últimos dois anos, o Supremo Tribunal Federal tem actuado de facto como um braço armado do PT, chegando ao ponto de mandar prender destacados apoiantes de Bolsonaro e membros do PL. O Tribunal resolveu ainda que qualquer candidato responsável por actos de “desinformação” será automaticamente desqualificado do sufrágio a que se submeta, num acto censório absolutamente inédito na história da instituição. O mesmo e infame colectivo de juízes proibiu a manifestação de quaisquer dúvidas sobre os resultados eleitorais nas redes sociais.

Como o ContraCultura já noticiou, os Estados Unidos interferiram directamente nas eleições brasileiras: o director da CIA chegou a viajar até ao país para afirmar que Bolsonaro nunca poderia contestar os resultados das eleições, acontecesse o que acontecesse, e foi depois disso que o tribunal constitucional nativo mandou prender muitos dos aliados políticos do presidente brasileiro. O Departamento de Estado do regime Biden ameaçou com sanções caso o resultado eleitoral não fosse aceite pelos brasileiros, saudando a vitória de Lula como um triunfo da democracia. E o Youtube censura todos os vídeos que questionem os resultados eleitorais no país.

Não admira assim, que milhões tenham saído para a rua. Mesmo nos distritos eleitorais onde Lula da Silva tem forte apoio como nos da Amazónia, há focos de protesto dos povos indígenas, que se fizeram representar nas massivas manifestações em Brasília. Todas as cidades do país estão repletas de manifestantes e o apelo a que as forças armadas assumam as suas responsabilidades constitucionais está a ganhar intensidade insustentável, tanto mais que Bolsonaro teve durante o seu mandato substancial apoio por parte deste sector.

Numa carta publicada a 26 de Novembro, mais de 221 militares, incluindo 46 oficiais de bandeira, na sua maioria da Força Aérea e da Marinha, criticaram o Supremo Tribunal e o processo eleitoral brasileiro, e pediram aos comandantes das Forças Armadas que tomassem uma posição sobre as exigências dos manifestantes que protestam nas ruas e em frente à sede do Comando Militar de Brasília.

 

 

A federação brasileira tem uma relação muito complicada com as forças armadas, contando na sua história com dezenas de golpes de estado perpetrados por militares. Por isso, e dado o presente contexto político e social, dá a nítida sensação que isto não vai acabar bem.