O ser humano vive num quadro existencial com quatro dimensões: a largura, a altura e a profundidade que constituem as coordenadas do mundo físico que nos é perceptível e o tempo, que estabelece um vector cronológico sobre as nossas vidas.
Acontece que, aparentemente, a matéria também integra o tic tac dessa quarta dimensão. Pelo menos no que diz respeito à fase da matéria cristalizada.
Um cristal é um sólido no qual os constituintes, sejam eles átomos ou moléculas, estão agregados regularmente e organizados num padrão tridimensional bem definido, formando uma estrutura geométrica com elevado grau de simetria.
Agora imagine o leitor um cristal que é em simultâneo feito de matéria e de tempo. E que se movimenta perpetuamente sem consumir nem criar energia. A profecia contra-intuitiva que o Prémio Nobel da Física Frank Wilczek anunciou em 2012 foi comprovada em laboratório cinco anos depois, por uma equipa liderada por Norman Yao, da Universidade de Berkeley-Califórnia. Esta experiência resultou na primeira evidência empírica de que a realidade material pactua com quatro dimensões: largura, altura, profundidade e tempo.
Em 2021, uma outra equipa de físicos liderados por Nick Träger criou um cristal do espaço-tempo e filmou-o.
No paper, os cientistas confessam até que não percebem bem como é que o fenómeno acontece, mas as aplicações do Cristal do Tempo num futuro a médio prazo são alucinantes. Primeiro porque se trata de um fenómeno sub-atómico que apresenta movimento sem consumo de energia, o que, como é óbvio, faz explodir com toda a termodinâmica. Depois, porque é muito provável que as suas propriedades tetra-dimensionais possam ser integradas na computação quântica, potenciando performances que já de si se adivinham brutais.
Anton Petrov disserta sobre esta surpreendente fase da matéria, ajudando-nos a compreender a sua natureza e as suas implicações científicas e tecnológicas.
Relacionados
15 Jun 26
Canto do cisne de Tulsi Gabbard: EUA financiam rede global de mais de 120 biolaboratórios em 30 países.
Naquele que poderá ser o seu último acto público como Directora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard desclassificou as provas que confirmam que o governo federal dos EUA financia mais de 120 biolaboratórios em todo o mundo, incluindo na Ucrânia.
12 Jun 26
“Os Impulsos Básicos da IA”, de Steve Omohundro: Objectivos Instrumentais e os Perigos da Inteligência Artificial Descontrolada.
O paper de Stephen M. Omohundro, publicado em 2008 e intitulado “The Basic AI Drives”, é uma obra fundamental na área da segurança e alinhamento da inteligência artificial, que, passados 18 anos, continua impecavelmente actual. Importa por isso uma revisitação do seu conteúdo.
9 Jun 26
Que boa ideia: cientistas chineses criam vírus mutantes da gripe viária 560 mil vezes mais letais nos mamíferos que a estirpe original.
Vá-se lá saber porquê, cientistas chineses criaram vírus mutantes da gripe H5N1 e infectaram experimentalmente mamíferos para identificar combinações genéticas que aumentaram drasticamente a letalidade e melhoraram a compatibilidade do vírus com a estrutura celular humana.
8 Jun 26
Ensandeceram de vez: “Cientistas” propõem o uso de carraças geneticamente modificadas para provocar alergia à carne nos seres humanos.
É de loucos, mas dois académicos da universidade de Michigan publicaram um paper que defende ser moralmente justificável o uso de carraças geneticamente modificadas para disseminar uma alergia à carne nos seres humanos que é até potencialmente fatal.
4 Jun 26
Ex-executivo da Google:
“IA é responsável pela maior parte das mortes nas guerras do Golfo e da Ucrânia.”
Um ex-funcionário da Google, perito em tecnologias de inteligência artificial, acaba de revelar para que é que a IA está a ser utilizada nos bastidores. E não tem nada que ver com chatbots, como era expectável.
1 Jun 26
Engenharia de foguetes: Trambolho de Jeff Bezos explode em Terra, num simples teste de ignição.
A engenhoca da Blue Origin explodiu numa espectacular bola de fogo antes sequer de se erguer um centímetro da superfície da Terra, causando grandes danos na plataforma de lançamento e acordando para a realidade os delirantes sonhos da NASA para uma base lunar em 2035.






