A Marinha Real e os Fuzileiros Navais Reais do Reino Unido estão a reafectar oficiais para desempenharem funções relacionadas com a diversidade e a inclusão – apesar da grave escassez de efectivos que os impede de cumprir tarefas essenciais.
A Marinha Real foi recentemente incapaz de destacar qualquer um dos seus porta-aviões para ajudar a operação anglo-americana contra os Houthis no Iémen devido a uma crise de pessoal – no entanto, os chefes de serviço estão a fazer publicidade interna para que os oficiais deixem as suas funções actuais e se tornem agentes da diversidade e inclusão.
Um fonte da Marinha lamentou-se ao The Telegraph:
“Numa altura em que estamos com falta de pessoal, porque é que o Comando do Quartel-General da Marinha quer ainda mais pessoas a concentrarem-se na diversidade e na inclusão? É possível imaginar o tipo de guerreiros da justiça social sedentos de poder que isto irá atrair”.
O Almirante Lord West, antigo Chefe do Estado-Maior Naval e ex-ministro trabalhista acrescentou:
“Retirar pessoas de funções-chave e importantes para se concentrarem na diversidade é um disparate. A Marinha Real perdeu o enredo. A obsessão com a diversidade e a inclusão conduz, de facto, a problemas de recrutamento. Basta olhar para os esquemas de discriminação positiva da RAF, que levaram à exclusão de alguns homens brancos. Estas funções de diversidade deveriam ser imediatamente eliminadas”.
O legislador estava a referir-se às revelações de que a Royal Air Force discriminou ilegalmente os homens brancos, chegando mesmo a apelidá-los de “homens brancos inúteis” e forçando uma recrutadora que se queixou da discriminação a abandonar o seu emprego.
Tal como a Royal Navy, a Royal Air Force também sofre de uma grande escassez de efectivos.
Não deixa porém de ser estranho que, numa altura em que o Chefe do Estado Maior do Exército britânico e o Secretário da Defesa Grant Shapps falam da possibilidade de uma guerra com a Rússia, sugerindo a conscrição militar e apelando à mobilização da sociedade civil, as forças armadas de sua majestade o Rei WEF se distraiam com políticas de identidade.
Se a ameaça russa fosse real, teriam por certo mais juízo.
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