14 Mai 26
Portugal, pioneiro da estratégia geopolítica da navegação e das descobertas, deitado ao esquecimento.
A História é injusta para com os contributos portugueses para o património universal, descrevendo os factos através de generalizações e atribuindo-os a supraestruturas ou a potências que apenas mais tarde se afirmaram. Um ensaio de António Justo.
7 Mai 26
Bilinguismo: um Capital Cultural que Amplia a Consciência.
As crianças bilingues crescem com uma consciência ampliada. Desde cedo compreendem que as palavras e a realidade não são coincidentes, que existem diferentes formas de ver o mundo e que é possível pertencer a mais do que um universo cultural. Um ensaio de António Justo.
1 Mai 26
Uma proposta de rigor conceptual para o debate político português: o Estado Novo era autoritário, mas não fascista.
Uma democracia que confunde termos tão distintos como «autoritarismo» e «fascismo» é uma democracia frágil, incapaz de aprender com a história e de dialogar com rigor. Um ensaio de António Justo que devolve à palavra «fascismo» o seu significado histórico preciso.
25 Abr 26
Celebração do 25 de Abril: Entre festa da nação e disputa ideológica.
O 25 de Abril não pode ser, nem deve ser, território exclusivo de uma ideologia que dê a impressão que a identidade portuguesa se reduz à liberdade de Abril. Reduzir a festa a um desfile de partidos seria perpetuar as feridas do PREC. Uma crónica de António Justo.
24 Abr 26
Enquanto a Europa perde o passo, a China acelera.
Criticámos a China por não aceitar os nossos valores. Mas essa crítica sobranceira impediu-nos de ver o óbvio: a China passou-nos a perna em sectores decisivos da ciência e da tecnologia. Uma crónica de António Justo.
22 Abr 26
Meditação do H₂O
A água aceita ser gelo para sustentar o inverno; aceita ser rio para servir a planície; aceita ser vapor para vestir o céu. O calor que desencadeia essa metamorfose não é uma temperatura; é uma metáfora do amor que desaba sobre o sólido do medo. A meditação de António Justo.
20 Abr 26
Manual de instruções para uma sociedade que perdeu o manual
Vivemos num tempo de desconstrução. Desconstrói-se o pai, a mãe, a autoridade, a ética, o sentido e reconstrói-se tudo com instruções do tipo IKEA emocional. Uma crónica de António Justo.
23 Mar 26
Morreu Jürgen Habermas, o filósofo que quis tornar o mundo um pouco melhor.
Jürgen Habermas, filósofo e sociólogo alemão, herdeiro da tradição iluminista de Immanuel Kant, dedicou a sua vida a uma causa tão simples de enunciar quanto difícil de concretizar: tornar o mundo um pouco melhor. A elegia de António Justo.
22 Mar 26
Quem se mete com o mundo islâmico, apanha.
A guerra americana é a guerra das elites. A guerra islâmica é a guerra de um povo que não perdeu a sua alma. E não se derrota uma civilização com drones. A crónica de António Justo.
14 Mar 26
Os Lusíadas e o Espelho Partido do Mundo.
A 12 de março, sopraram quatrocentos e cinquenta velas sobre a primeira edição de Os Lusíadas. Mas que mundo é este que agora habita o mesmo poema? O que vemos é uma guerra do Diabo contra o Diabo. A crónica de António Justo.
9 Mar 26
Para além da flor de jardim e do punho agressivo: A necessária transição da matriz social masculina para uma matriz masculino-feminina
Entre a flor simbólica oferecida à mulher e o punho cerrado que expressa a lógica da força, desenha-se uma das contradições mais profundas da sociedade contemporânea. Um ensaio de António Justo.
8 Mar 26
Lobo Antunes morreu, mas vive no espelho da alma do país que deixou.
Com a morte de António Lobo Antunes, Portugal perde mais do que um escritor. Portugal perde o seu mais arguto intérprete. E a sua obra permanece como um aviso: a memória não se apaga e recalcamento não é solução. Uma elegia de António Justo.
5 Mar 26
A Cegueira Estratégica do Ocidente e o Sistema Islâmico Iraniano
A situação no Irão e no Médio Oriente inscreve-se num quadro mais amplo de disputa geopolítica, estruturado em torno de dinâmicas de poder, controlo territorial e interesses económicos estratégicos. Uma análise de António Justo.
2 Mar 26
O Nascimento da Consciência Ocidental
A pergunta mais profunda não é histórica nem filosófica, mas sim existencial: porque é que povos e pessoas, em vez de reconhecerem o seu caminho e aceitarem o dos outros, conflituam entre si sobre o melhor rumo? Um ensaio de António Justo.
25 Fev 26
O custo de ser família.
Na Alemanha, um país conhecido pelo seu forte sistema de apoio social, a maioria dos alemães acredita que formar uma família se tornou um luxo inacessível, levantando questões urgentes sobre o futuro do país e as prioridades do Estado. Uma crónica de António Justo.
22 Fev 26
Num mundo onde a vontade fabrica e a imaginação governa.
O canal público alemão ZDF exibiu vídeos gerados por inteligência artificial, que pretendiam retratar operações do ICE contra migrantes nos EUA. O mundo entrou num território estranho, onde o real se dissolve na fantasia técnica da propaganda. A crónica da António Justo.
20 Fev 26
Uma reflexão sobre a informação, a guerra e a hipocrisia.
A imprensa europeia está mais interessada na formatação da opinião pública do que na criação de espíritos livres e críticos e a informação é confeccionada de maneira a que o público seja incapaz de separar a realidade da propaganda. Uma crónica de António Justo.
18 Fev 26
Eleições presidenciais:
PS recupera o fôlego, Ventura fragmenta o Bipartidarismo.
Apesar do resultado folgado de Seguro, os dados da participação eleitoral trazem sinais inquietantes para o sistema político português. A abstenção fixou-se nos 49,91% - a mais elevada de sempre numa segunda volta de presidenciais. A análise de António Justo.
12 Fev 26
O Diabo Anda à Solta
A dimensão do escândalo Epstein é tal que reduz as teorias da conspiração mais audazes a meros eufemismos. As suspeitas são a fumarada inegável de um incêndio moral de proporções civilizacionais. A crónica de António Justo.
9 Fev 26
Adeus à vida através do suicídio.
Confirmando a escuridão que se dissemina nas sociedades europeias, os dados sobre suicídio na Alemanha e em Portugal não são apenas preocupantes quanto à saúde pública; são um espelho inquietante de um mal-estar social profundo. Uma breve análise de António Justo.
30 Jan 26
Multipolaridade e colapso das ilusões na Europa.
A Europa precisa de pensamento claro, liderança responsável e uma esfera pública menos intoxicada pela emoção e mais orientada pela razão. Sem isso, arrisca-se a tornar-se espectadora da História, quando deveria ser uma das suas protagonistas. A crónica de António Justo.
28 Jan 26
Onde estão os intelectuais quando a democracia precisa deles?
Onde estão os filósofos e os intelectuais capazes de criar pensamento claro num mundo cada vez mais nebuloso? A situação é tão doentia e confusa que seria de perguntar: estão ao serviço de quem? Uma crónica de António Justo.
26 Jan 26
Campanha eleitoral não é guerra civil.
A força da democracia reside na transformação de conflitos em debates regrados e na garantia de que todas as correntes políticas possam expressar-se livremente, inclusive aquelas com que discordamos. Uma crónica de António Justo.
18 Jan 26
Rainer Rilke à luz de Nuno Álvares Pereira
Para que o pensamento de Rilke não permaneça suspenso numa interioridade sem corpo histórico, é fecundo colocá-lo em diálogo com Nuno Álvares Pereira, que soube viver a filosofia no meio do conflito real. Um ensaio de António Justo.
16 Jan 26
Carta-Aberta aos Candidatos à Presidência da República Portuguesa
António Justo dirige-se aos candidatos às eleições presidenciais com a convicção de que a democracia pode ser mais do que um exercício formal, e que os governantes podem verdadeiramente servir o seu povo.
12 Jan 26
A Europa entre o esquecimento do ser e a sacralização da guerra.
A verdadeira resistência, hoje, já não pode ser militar nem ideológica. A resistência terá de ser cultural, ética e espiritual, uma recusa silenciosa mas firme em aceitar a mentira como norma e a guerra como destino. Uma crónica de António Justo.
23 Dez 25
Quando a crítica se torna “populismo”: Imigração, Democracia e a Crise da Honestidade Política na Europa.
Se a Europa quiser preservar os valores que afirma defender, concretamente, democracia, pluralismo e Estado de direito, terá de aceitar que a soberania popular não é um obstáculo moral, mas o fundamento da legitimidade. Uma crónica de António Justo.
16 Dez 25
A decisão de emergência da UE sobre ativos russos exige vigilância do cidadão.
A recente decisão da União Europeia de manter imobilizados os activos do Banco Central da Rússia, baseada numa cláusula de “emergência económica”, consolida um padrão preocupante porque arbitrário. Uma crónica de António Justo.
3 Dez 25
Um desabafo sobre democracia e ética no meu país e na Europa.
O cadáver da ética pública está à vista. Cabe-nos decidir se continuaremos a adorná-lo com fitas, ou se, finalmente, o enterraremos para semear algo novo no terreno que ocupa. Uma crónica de António Justo.
25 Nov 25
A Igreja não pode tornar-se um superpartido.
A missão da Igreja é transcendente e não pode ser reduzida a mais uma voz no debate partidário, porque os partidos mudam mas o Evangelho permanece. É a partir dele que a Igreja deve continuar a iluminar a vida pública. Uma advertência de António Justo.
3 Nov 25
O conflito geopolítico na Ucrânia e o redesenho do mundo.
A guerra na Ucrânia expôs as contradições do Ocidente e revelou que o mundo já não se organiza em torno de uma única hegemonia. Entre velhas potências e novos polos, o futuro exigirá reconciliação, complementaridade e coragem política. Uma crónica de António Justo.
1 Nov 25
Entre a noite das sombras e o dia da luz.
Há uma diferença profunda entre celebrar a morte e celebrar os mortos. A primeira afasta-nos do sentido; a segunda reconcilia-nos com o mistério. O Halloween alimenta o comércio das sombras; o Dia de Todos os Santos alimenta a memória da luz. Uma crónica de António Justo.
26 Out 25
A História das Três Moradas
Havia um tempo antes do tempo, quando tudo ainda era pura possibilidade. Então o movimento nasceu. Não um, mas três, unidos numa dança eterna e desta dança surgiu tudo o que é: o visível e o invisível, a ordem e o caos, o peso e a leveza. Uma fábula de António Justo.
19 Out 25
Para Além da Matriz Masculina
Há que honrar genuinamente tanto o princípio da feminilidade como o da masculinidade, e não como categorias biológicas fixas, mas como dimensões complementares presentes em cada ser humano e necessárias ao equilíbrio social. Um Ensaio de António Justo.
8 Out 25
O Islão entre Religião e Projeto Político – Uma Análise Crítica
O Ocidente enfrenta o desafio de resistir à instrumentalização do Islão por elites globalistas, preservando os princípios de dignidade humana, liberdade de consciência e soberania popular que constituem a sua herança civilizacional. Um ensaio de António Justo.
5 Out 25
O preço da segurança numa democracia que veste peles de autoritarismo.
A pandemia de COVID-19 não foi apenas um episódio sanitário, foi um laboratório social de proporções civilizacionais, onde se testaram os limites da obediência, da dignidade e da resistência humanas. Um ensaio de António Justo.
1 Out 25
África a Contas.
Mais pesado que o jugo colonial antigo, reina o capital, global e sublime inimigo; guardai planos, magia fria, e deixai África criar seu novo dia! Um poema de António Justo.
30 Set 25
O que não se fala não existe.
Agora, o verdadeiro progresso está em rearmar a Europa! Mesmo que em Portugal 1,4 milhões de pensionistas tenham recebido em 2024 uma pensão de velhice de até 500 euros. Uma crónica de António Justo.





































