Indy britânico de fim de século: Suede, Pulp, Radiohead e Shed Seven.

A Discoteca da Minha Vida #20: Entre 1995 e 1996, quatro discos de quatro bandas alternativas britânicas rebentaram para a posteridade, como explosivos e eufóricos manifestos na missa de finados do século XX.

Grunge ma non troppo: Pearl Jam, Bush e Red Hot Chili Peppers.

A Discoteca da Minha Vida #19: entre Seattle, Londres e Los Angeles, três bandas perigosas para a saúde mental, mas que rasgavam guitarras sem destruir a harmonia.

Veludo alternativo dos anos 90: Garbage, Catatonia, Cake e Cardigans.

A discoteca da minha vida #18: quatro bandas que se dedicaram a acariciar os tímpanos da audiência, sem perderem criatividade nem irreverência nem personalidade nem balanço por causa desse meigo altruísmo.

Entre a dança e a depressão: electrónicos, minimalistas e outros desalinhados.

A discoteca da minha vida #17: Stereo Mc's, Portishead, Morphine e Freak Power, ou os anos 90 condensados num loop entre a angústia e a euforia.

Clássicos Britpop: Oasis, Blur e Stone Roses.

A discoteca da minha vida #16: três bandas britânicas que nasceram com os anos 90 e que cresceram pela eternidade a dentro, numa sinfonia electrificada e desalinhada de talento, má criação e vocação épica.

Clássicos Grunge: Nirvana, Alice in Chains, Smashing Pumpkins.

A discoteca da minha vida #15: três das mais poderosas bandas que rebentaram entre Seattle e São Francisco para fazer da década de 90 um operático e desalinhado manifesto rock, com tiros na cabeça, hinos que fazem parar a chuva e Alice no país das moscas.

Profetas e estetas dos anos 90: Eno & Cale, Flowered Up, REM e The Curve.

A discoteca da minha vida #14: abrindo caminho para as pautas que aí vinham, quatro orquestras - duradouras umas, éfemeras outras - que marcaram o início dos anos 90, com talento iniciático e ímpeto visionário.

No velório dos anos 80: Loyd Cole, Lou Reed, The Mission e Pixies.

A discoteca da minha vida #13: no funeral da mais exuberante e escaganifobética década da história da música, tocam os timbres sonhadores de Lyod Cole, os riffs apocalíticos dos Mission, os acordes heréticos dos Pixies e a ópera urbana de Lou Reed.

Alternativos primitivos: Talk Talk, The Jesus And Mary Chain e Primal Scream.

A Discoteca da Minha Vida #12: três bandas que nos anos 80 ampliaram o espectro do música alternativa, com veia e génio e vontade disruptiva.

Um remédio para o tédio:
The Cult, The Cure e Peter Murphy

A Discoteca da Minha Vida #11: Culto e cura, amor e histeria, no deserto eléctrico, santuário secreto de arame farpado e acordes lendários. Três exercícios fundamentais da música alternativa dos anos 80.

Mainstream sem querer:
Prince, Marillion e The Cars

A Discoteca da Minha Vida #10: 3 fenómenos de popularidade - e de vendas - interpretados por músicos que se estavam um bocado nas tintas para o comércio, parecendo sobretudo mais preocupados em serem fieis e felizes proprietários da sua identidade.

Folclóricos & visionários:
Big Country, Waterboys e Chameleons

A Discoteca da Minha Vida #09: Do folk-rock ao impulso vanguardista, três bandas britânicas com carácter e espírito independente, que abriam caminhos clandestinos na primeira metade dos anos 80.

Patrões do rock americano: Van Halen, ZZ Top e Bruce Springsteen.

A Discoteca da Minha Vida #08: rock americano da primeira metade da década de 80, entre o patrão de Filadélfia, os hipsters do Texas e o rebentamento acústico da guitarra de Eddie Van Halen.

New Music, The The e Prefab Sprout: O pop como nunca antes tinha sido feito.

A Discoteca da Minha Vida #07: Logo no início dos anos 80, o legado da década anterior já estava a ser explodido em bocadinhos, com um pop novo, electrónico, fluente e iniciático, que ia marcar as tonalidades da música popular daí para a frente.

Supertramp, The Motors e Flock of Seagulls: uma definição de diversidade, no Paleolítico Inferior.

A Discoteca da Minha Vida #06: Três bandas que não podiam ser mais distintas, três discos que primam por não serem parecidos como mais nada do que se fazia nesta altura do campeonato, espécie de idade da inocência com asas para o sol queimar.

The Clash, B-52’s e Motorhead: punk, pós-punk e punhos de ferro.

A Discoteca da Minha Vida #05: um quadrifólio que dispara em todos os sentidos, um manifesto amarelo que veio de outra galáxia e um punho férreo erguido pelo diabo, se ao diabo fosse oferecido um baixo eléctrico.

The Police, Asia e Spandau Ballet: Anarquistas, progressistas e conservadores.

A Discoteca da Minha Vida #04: Na transição entre duas décadas triunfantes, três bandas britânicas, ideologicamente desavindas, firmam o seu legado. Onde a New Wave é inventada, o rock progressivo muda de agulha e a febre romântica usa gravata.

Whitesnake, Foreigner e Def Leppard: Venha o diabo e escolha.

A Discoteca da Minha Vida #03: Três discos de rock'n roll em estado puro, entre o kitsch e a selvajaria eléctrica, largados sobre os tímpanos do mundo logo no princípio dos anos 80. Para ouvir com o cinto de segurança bem apertado.

AC/DC, ABC e Bee Gees: Entre o disco sound e o hard rock, o abecedário da inocência.

A Discoteca da Minha Vida #02: Uma sinfonia atonal de guitarras enfurecidas, arranjos operáticos e bolas de espelhos disparadas a 78 rotações por minuto, ou a febre de sábado à noite em rimas melosas e calções de colégio.

The Tubes, Ramones & Dr. Feelgood: Entre o punk e o rock de taberna, três discos iniciáticos.

A Discoteca da minha vida #01: Na primeira prateleira desta estante virtual estão os Ramones, os Dr. Feelgood e os The Tubes, ou seja, 3 discos dissidentes e iniciáticos, do fim dos anos 70, que formaram os meus tímpanos para todo o sempre.

ContraCultura, ano #02:
E daqui para a frente?

No seu segundo aniversário, o Contra não tem nada que celebrar, dado o carácter sinistro dos tempos que correm. Mas isso não quer dizer que se arrumem as luvas no cacifo deste clube de combate. Há apenas que tentar fazer melhor - e diferente - daqui para a frente.

O futuro, mas ao contrário do que sonhámos.

Os transhumanistas de Silicon Valley estão a forçar conteúdos gerados por AI nas grandes plataformas de streaming e rede social, fazendo-os passar por produtos da criatividade humana. Ao Sapiens, a curto prazo, restarão apenas tarefas que sempre pensámos destinar aos robôs.

Joana Trama ou uma variação de Billie Jean

Variações do Contra: a letra de um dos temas mais bem sucedidos da história da música pop sofre uma metamorfose brutal na versão para português; de estribilho de discoteca para coro de tragédia grega.