Qualquer pessoa encontrada em grande parte do bairro De Esch entre as 23h00 e as 5h00 sem um motivo legítimo corre agora o risco de ser multada e acusada criminalmente.

 

Roterdão introduziu uma zona de exclusão nocturna sem precedentes em grande parte do bairro De Esch, após quase três anos de corridas de rua, consumo de drogas, intimidação, prostituição e ruído persistente, perturbações criadas por gangues de jovens migrantes.

A ordem, que entrou em vigor no fim de Julho, torna crime entrar na área designada entre as 23h00 e as 5h00 sem um motivo válido. A polícia pode multar qualquer pessoa que não consiga explicar porque está ali.

Os residentes, trabalhadores, visitantes de residências locais e pessoas que frequentem eventos, restaurantes ou bares estão isentos. A medida manter-se-á em vigor durante três meses antes de ser avaliada.

A presidente da Câmara de Roterdão, Carola Schouten, afirmou a este propósito:

“A calma precisa de voltar a De Esch, e os residentes precisam de se sentir confortáveis ​​e seguros. É por isso que estou a usar este poder.”

 

 

Os moradores disseram à imprensa que grandes grupos de não residentes se reúnem no bairro depois do anoitecer desde o início da pandemia Covid. Aos fins de semana, dezenas, e por vezes centenas, chegam para fazer corridas de carros, buzinar, consumir drogas, festejar nas ruas e deixar lixo para trás.

Um morador afirmou a este propósito:

“Assim que escurece, ficam completamente descontrolados.”

As medidas anteriores, incluindo barreiras de betão, aumento do patrulhamento policial e conversas com os líderes dos gangues, não conseguiram controlar a situação.

A primeira noite da proibição foi visivelmente mais tranquila. Considerando que antes sofria com gritos, buzinas e barulho quase todas as noites, mesmo usando protectores auriculares, uma moradora relatou:

“Dormi maravilhosamente. Agora, a rua está completamente limpa.”

Outra residente disse que deixou de passear o cão sozinha à noite por causa da condução perigosa e do comportamento agressivo dos condutores. Os seus pais quase foram atropelados por carros que circulavam lado a lado no passeio, e as tentativas de confrontar os agitadores resultavam por vezes em insultos e ameaças.