A FDA identificou 10 mortes em crianças após a vacina contra a COVID no Outono de 2025, mas reduziu o número em poucos dias.

 

Funcionários de carreira da Food and Drug Administration (FDA) manipularam os resultados das autópsias de crianças mortas para reduzir o número de infantes suspeitos de terem morrido na sequência da vacina contra a COVID. De acordo com e-mails internos da FDA divulgados pelo senador Ron Johnson, dois ex-funcionários da FDA e um patologista forense que investigou duas das mortes foram responsáveis pela manipulação dos dados.

Mesmo depois de minimizar algumas das mortes anteriormente suspeitas, a Divisão de Farmaco-vigilância da FDA recomendou uma alteração à bula das vacinas da Moderna e da Pfizer para alertar o público para o risco de “miocardite com desfechos fatais” — inflamação do coração e morte —, mas esta alteração nunca ocorreu. Johnson divulgou os novos e-mails da FDA numa carta datada de 16 de Junho e endereçada a Robert F. Kennedy, Jr. (Secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos – HHS); Jay Bhattacharya (Director interino dos Centers for Disease Control and Prevention – CDC); Kyle Diamantas (Comissário interino da Food and Drug Administration – FDA), exigindo mais informações sobre uma recente compra de 1,24 mil milhões de dólares feita pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) para as vacinas da Pfizer, apesar das preocupações mais que justificadas sobre a sua segurança.

A FDA, a Pfizer e a Moderna ainda não fizeram qualquer comentário sobre o facto.

O Subcomité de Investigações do Comité de Segurança Interna e Assuntos Governamentais de Ron Johnson, que também já revelou emails em que Fauci equacionava em privado preocupações sobre os efeitos secundários das vacinas mRNA em grávidas (preocupações que nunca manifestou publicamente), recebeu um acervo de milhões de e-mails e outros registos do Secretário de Saúde e Serviços Humanos, e a sua equipa de investigação divulgou relatórios e realizou audiências com base nesses documentos.

Na carta, Johnson afirma:

“Os problemas de segurança com as injecções contra a COVID-19 que a Subcomissão descobriu até agora deveriam ter levantado sérias preocupações no Departamento de Saúde e Serviços Humanos e no CDC sobre as injecções de mRNA contra a COVID-19. Em vez disso, a concessão de aproximadamente 1,24 mil milhões de dólares em novos contratos à Pfizer para uma vacina associada a eventos adversos graves — incluindo potencialmente a morte de crianças — sugere que o CDC continua a negligenciar as suas responsabilidades com a segurança das vacinas.”

Os e-mails recentemente divulgados mostram que a FDA identificou 10 mortes em crianças após a vacina contra a COVID no Outono passado, mas em poucos dias reduziu a contagem para 7 mortes, manipulando ainda outros dados de mortalidade que colocavam em causa a “segurança” da vacina. Dois dos casos foram reclassificados, em parte, devido a testes positivos para parvovírus. James Gill, patologista forense da Escola de Medicina de Yale, que realizou as autópsias a dois adolescentes que morreram de lesão miocárdica dias depois de terem recebido a segunda dose da vacina da Pfizer, classificou a menção ao parvovírus como uma “cortina de fumo”, sublinhando:

“Essencialmente, conseguiram excluir cerca de metade dos possíveis efeitos secundários das vacinas por causa desta descoberta.”

O parvovírus pode ser encontrado nos tecidos de cerca de metade da população norte-americana, e os testes PCR sensíveis podem detectar o vírus anos após a infecção. Os problemas cardíacos causados ​​pelo parvovírus, comparados com os problemas cardíacos relacionados com as vacinas mRNA contra a COVID, têm histologias (marcadores microscópicos) diferentes, o que levou o patologista forense a afirmar:

“É como dizer que todos os que têm olhos azuis devem ser excluídos. Acho isso um pouco arbitrário. É uma cortina de fumo. Se foi usada intencionalmente como tal ou não, não sei, mas seria certamente um caso patológico a analisar”.

Acresce que um antigo funcionário da FDA disse também que os e-mails representam uma tentativa de encobrimento por parte das autoridades sanitárias federais, como a FDA e o CDC.

E se isto aconteceu com números de um trimestre de 2025, imaginem o que não aconteceu em 2021, 22 e 23.

 

Cronologia do encobrimento.

Na carta de Johnson lemos:

“No Outono passado, sob a liderança do Secretário Kennedy, parecia que as autoridades federais de saúde estavam a tomar medidas para lidar com a falha do governo de Biden em levar a sério as questões de segurança da vacina contra a COVID-19.”

A 22 de Novembro de 2025, sob a nova liderança da administração Trump, o gabinete da FDA responsável pela segurança da vacina contra a COVID-19 identificou 10 mortes pediátricas como provavelmente ou possivelmente relacionadas com as injecções contra a COVID-19, como mostram os e-mails.

O director do Centro de Avaliação e Investigação de Produtos Biológicos (CBER), Vinay Prasad, anunciou o número num memorando de 28 de Novembro, no qual pediu à sua equipa padrões mais elevados para o levantamento de efeitos secundários das vacinas e “humildade” da FDA face à trágica notícia. O memorando de Prasad  foi divulgado aos jornalistas em poucas horas, e uma tempestade mediática instalou-se.

A 5 de Dezembro de 2025, os funcionários do CBER tinham alterado as suas conclusões sobre três mortes pediátricas, de “provavelmente” ou “possivelmente” causadas pelas injecções contra a COVID-19 para “impossível de avaliar” ou “improvável”.

Os documentos divulgados na investigação de Johnson mostram que, na sua avaliação de 2025, a FDA classificou um dos casos como “provavelmente” relacionado com a vacina e outro como apenas “possivelmente” relacionado com a vacina, citando evidências de parvovírus.

A conclusão da FDA sobre o segundo caso contrasta com a de Gill, o patologista responsável pelo caso. Gil afirmou que a FDA e o CDC não o contactaram para discutir os casos, nem em 2022 nem durante a revisão de 2025, interrogando-se sobre essa lacuna:

“Porque é que não quiseram discutir isto comigo profissionalmente e resolver a situação? Tentei dialogar com eles, mas terminaram a conversa porque já tinham decidido que a morte não foi causada pela vacina.”

Já muito depois de se saber que as vacinas Covid não são “seguras” nem “eficazes”, e em pleno mandato presidencial de Donald Trump, cerca de 9 milhões de crianças foram vacinadas contra a COVID-19 com tecnologia mRNA.

A taxa de morte por COVID em menores de 18 anos, nos EUA, segundo números oficiais do CDC, foi (porque é duvidoso que a doença ainda exista) de 0,0025%.