O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) alcançou uma vantagem recorde nas sondagens, com 8,5 pontos de vantagem sobre o partido no poder liderado pelo impopular chanceler Friedrich Merz.

 

Segundo a Insa, uma empresa alemã de sondagens de opinião, o apoio ao AfD subiu para 29%, representando uma vantagem de 8,5 pontos percentuais sobre a CDU/CSU, o partido que lidera a coligação de governo com o SPD, dentro do invariável arco de regime leninista-gobalista.

Esta é a maior vantagem já registada para o AfD pela empresa de sondagens. A mesma sondagem revelou que o apoio à CDU, que passa, de forma fraudulenta, por ser um partido de centro-direita, desceu para 20,5%. Já o SPD, que finge que é de esquerda, desceu para uns deprimidos 13%. O partido de extrema-esquerda Die Linke (A Esquerda) teve um desempenho ainda pior, com 10,5%. Mas os Verdes mostram que continuam pertinentes no panorama político alemão, com 13% das intenções de voto.

 

 

Os resultados colocam a coligação tradicional “Vermelho e Preto” (as cores dos partidos SD e CDU, respectivamente) com um total combinado de 33,5%. Isto representa uma queda de quase 12 pontos percentuais desde que o governo foi eleito no ano passado. O total combinado está apenas quatro pontos percentuais à frente do AfD. Ou seja: os populistas poderiam até, em teoria, estar a um passo de poderem chegar ao poder executivo na Alemanha.

O problema é que o cenário pós-eleitoral (as próximas legislativas na Alemanha serão em 2029) será muito possivelmente o de uma coligação alargada entre a CDU, o SPD e os Verdes, montada expressamente para impedir um chancelato dos populistas. A nível estadual, os partidos tradicionais, mesmo a alegadamente conservadora CDU, são conhecidos por formarem coligações com a extrema-esquerda apenas para impedir que o AfD chegue ao poder. No entanto, à medida que o apoio ao partido populista continua a crescer, esta estratégia pode deixar de ser viável, especialmente quando os partidos tradicionais se tornam alvo de críticas pelo agravamento da situação económica e social da Alemanha.

Em Abril do ano passado, o AfD liderava as preferências dos eleitores alemães, com 26% das intenções de voto, de acordo com uma sondagem realizada pelo Instituto Forsa de Investigação Social e Análise Estatística. A subida de 3% em pouco mais de um ano é, neste contexto, significativa.

Os resultados coincidem com a impopularidade generalizada do chanceler Friedrich Merz.A coligação governante da Alemanha foi minada por dificuldades económicas, incluindo a escalada dos preços da energia provocada pela perda do gás russo e a eliminação prematura da energia nuclear, a queda da competitividade industrial e a imigração descontrolada.

O cenário para as indústrias metalúrgica e eléctrica alemãs está a tornar-se cada vez mais negro, com os empregadores a avisarem que o actual panorama não é apenas “dramático”: a Alemanha perdeu 340.000 empregos industriais desde 2019 e outros tantos perderá em breve.

 

A Alemanha na transição para a ditadura de largo espectro.

Enquanto circulam rumores que Friedrich Merz vai ter que abdicar da chancelaria federal antes de terminado o seu mandato, dada a sua miserável performance executiva (aparentemente governar a Alemanha é um bocadinho mais difícil do que gerir fundos da BlackRock), acompanhados de apelos para que Angela Merkel regresse ao palco político (Deus nos livre), o estabelecimento alemão equaciona uma forma de travar a ascensão eleitoral do AfD.

No clip em baixo, os dois helénicos alexandres exploram os três vectores de supressão do populismo alemão ao dispor do aparelho globalista: a infiltração de agentes que servem secretamente os poderes instituídos no partido dissidente (como aconteceu com Meloni e está a acontecer com Farage), a interdição judiciária do movimento por inconstitucionalidades e/ou anulação de eleições com base em alegadas acusações de traição (como aconteceu na Roménia), e a instrumentalização das ferramentas financeiras que Berlim e Bruxelas usam como motor totalitário (como aconteceu na Hungria).

Todas as opções têm as suas vantagens e os seus problemas, mas é mais que certo que pelo menos uma delas será utilizada, logo que o AfD comece a ter maiorias absolutas nos estados do nordeste alemão, circunstância que está prestes a verificar-se. E não é crível que os alemães se revoltem com isso. Se não protestaram quando o leninismo-globalismo levou o seu país, outrora uma das primeiras potências económicas do mundo, à destituição energética e industrial, também não vai ser com a morte da democracia que vão levantar o rabo do sofá.