Os senhores da Rockstar tanto tempo estão a demorar a lançar o GTA6 que aconteceu o inevitável, que é também o impensável: uns hackers mais engenhosos, auto-denominados ‘Cyberleek’, penetraram no servidor da empresa e roubaram não apenas sequências do jogo como, tudo indica, uma versão jogável do título, que estão a ameaçar deixar cair no domínio público caso as suas condições, entretanto publicadas no site do grupo pirata, não sejam cumpridas, a saber:
– A Rockstar não pode vender o jogo em formato digital antes de o colocar no mercado (as pré-encomendas serão permitidas apenas para formatos tangíveis);
– A Rockstar não pode vender DLC’s de single player, na medida em que essa modalidade já deve estar incluída no conteúdo base que é inicialmente comercializado.
– A Rockstar deve preservar os conteúdos single player, que funcionem offline, de tal forma que os jogadores que compram os títulos não fiquem dependentes dos servidores das empresas que os comercializam.
Estas exigências não nasceram do nada. O mercado dos jogos está já há uns anos a viver uma guerra aberta entre os criadores e os utilizadores, que protestam contra a veia woke da indústria, mas principalmente contra a sua ganância, que se plasma numa receita comercial assente na estratégia manhosa de obrigar os jogadores a comprarem DLC’s sobre DLC’s para terem acesso aos jogos na sua integralidade (embora o tenham pago inicialmente como um produto acabado), e que recusam o modo de subscrição, ao invés da propriedade física dos jogos, que lhes está a ser imposta. As tensões aumentaram quando a Sony anunciou que vai passar a comercializar os jogos em formato digital apenas, terminando a produção de CD’s, tanto como de consolas que suportem CD’s.
Por estas e por outras, a comunidade de jogadores está francamente do lado dos piratas, embora a imprensa especializada, extremamente corporativa, tenha adoptado como sempre o papel de advogado do diabo.
Nesta altura, dá a impressão que a Rockstar não vai ceder às exigências do Cyberleek e que os piratas vão mesmo colocar online uma boa parte jogável do GTA6 (até agora têm divulgado apenas sequências em vídeo). Circunstância que, considerando os biliões de dólares que estão em jogo, não será propriamente um episódio irrelevante.
No entretanto, as acções da empresa já estão em queda livre.
O Critical Drinker, no seu canal Critical Gamer, comenta o caos que de repente se instalou na Califórnia.
Relacionados
2 Set 26
A Verdade em estilhaços: cinco lições cruciais (e incómodas) sobre o futuro da informação.
A democracia não exige que todos tenham a mesma opinião, mas precisa de um acordo sobre factos essenciais. Sem uma base comum de realidade, o debate civilizado dá lugar a conflitos constantes entre mundos paralelos que não se comunicam. A crónica de Francisco Henriques da Silva.
31 Ago 26
Tim Dillon: ninguém cala a sátira.
Como é que Tim Dillon escapa aos tribunais, às turbas woke e ao complexo industrial de censura, depois de fazer no seu podcast afirmações arriscadíssimas como a de que os Obama assassinaram uma escrava sexual?
27 Ago 26
Líder do Partido Verde britânico partilha no Instagram ameaça de morte contra Nigel Farage.
Zack Polanski, líder do Partido Verde do Reino Unido, sugeriu a decapitação de Nigel Farage junto dos seus 700 mil seguidores no Instagram. E se fosse Farage a associar a guilhotina ao pescoço de Starmer, por exemplo, quanto tempo demorava a ser encarcerado?
11 Ago 26
Com acções em queda, Netflix pondera emissões em directo para animar accionistas e envolver subscritores.
As acções da Netflix estão em baixa após um ciclo de desempenho abaixo do esperado e um dos piores arranques de semestre em duas décadas. A solução para o desanimo dos accionistas e o baixo envolvimento dos subscritores é a transmissão de directos televisivos.
4 Ago 26
Boas notícias: Em apenas um ano, meio milhão de famílias cancelaram a licença de TV que financia a BBC.
Um novo relatório revelou que a BBC está sob crescente pressão financeira devido à queda nas subscrições da licença que financia a estação pública de propaganda, à medida que o público britânico procura cada vez mais outras fontes de notícias e entretenimento.






