A Apple anunciou aumentos de preços em diversos produtos, citando o aumento dos custos dos componentes e os desafios na cadeia de abastecimento. Os especialistas do sector preveem movimentos semelhantes por parte de outras marcas.

 

A Apple aumentou os preços de vários produtos, incluindo o MacBook Pro com um terabyte de armazenamento, que subiu de 1.699 dólares para 1.999 dólares nos EUA, e o portátil Neo, que passou de 599 para 699 libras (aproximadamente 790 dólares para 920 dólares). A empresa atribuiu as alterações do preçário ao aumento dos custos dos componentes-chave, principalmente os microprocessadores.

Analistas do sector afirmaram que a medida destaca como o boom da inteligência artificial (IA) está a afectar a electrónica de consumo, sendo que até a Apple se mostra incapaz de evitar o aumento dos custos dos componentes. A fabricante de chips TSMC alertou ainda que a inflação e os maiores custos de produção podem levar a novos aumentos em todo o sector.

Os analistas esperam que outros fabricantes de PCs e tablets sigam o exemplo, aumentando os preços, reduzindo os descontos ou focando-se mais em produtos premium. A Apple acredita que a sua base de clientes fiéis absorverá amplamente os aumentos, enquanto o CEO Tim Cook, que está de saída, descreveu recentemente os custos actuais dos chips de memória como “insustentáveis”, afirmando que preços mais elevados são inevitáveis.

O analista de tecnologia Paolo Pescatore afirmou a este propósito:

“Mesmo a Apple, com a sua escala e poder de compra, já não está imune ao aumento do custo dos componentes essenciais.”

Os aumentos de preços podem criar um precedente para outros fabricantes de PCs e tablets e as consolas de jogos PlayStation e XBox vão também sair mais caras. Embora se espere que a base de clientes fiéis da Apple absorva os aumentos sem grandes reacções negativas, o sector tecnológico em geral vai enfrentar desafios para manter a acessibilidade.