A Apple anunciou aumentos de preços em diversos produtos, citando o aumento dos custos dos componentes e os desafios na cadeia de abastecimento. Os especialistas do sector preveem movimentos semelhantes por parte de outras marcas.
A Apple aumentou os preços de vários produtos, incluindo o MacBook Pro com um terabyte de armazenamento, que subiu de 1.699 dólares para 1.999 dólares nos EUA, e o portátil Neo, que passou de 599 para 699 libras (aproximadamente 790 dólares para 920 dólares). A empresa atribuiu as alterações do preçário ao aumento dos custos dos componentes-chave, principalmente os microprocessadores.
Analistas do sector afirmaram que a medida destaca como o boom da inteligência artificial (IA) está a afectar a electrónica de consumo, sendo que até a Apple se mostra incapaz de evitar o aumento dos custos dos componentes. A fabricante de chips TSMC alertou ainda que a inflação e os maiores custos de produção podem levar a novos aumentos em todo o sector.
Os analistas esperam que outros fabricantes de PCs e tablets sigam o exemplo, aumentando os preços, reduzindo os descontos ou focando-se mais em produtos premium. A Apple acredita que a sua base de clientes fiéis absorverá amplamente os aumentos, enquanto o CEO Tim Cook, que está de saída, descreveu recentemente os custos actuais dos chips de memória como “insustentáveis”, afirmando que preços mais elevados são inevitáveis.
O analista de tecnologia Paolo Pescatore afirmou a este propósito:
“Mesmo a Apple, com a sua escala e poder de compra, já não está imune ao aumento do custo dos componentes essenciais.”
Os aumentos de preços podem criar um precedente para outros fabricantes de PCs e tablets e as consolas de jogos PlayStation e XBox vão também sair mais caras. Embora se espere que a base de clientes fiéis da Apple absorva os aumentos sem grandes reacções negativas, o sector tecnológico em geral vai enfrentar desafios para manter a acessibilidade.
Relacionados
4 Set 26
Meta paga 16,68 biliões de dólares por violações de privacidade infantil e design prejudicial da plataforma.
Embora negue as acusações, a Meta Platforms, empresa-mãe do Facebook e do Instagram, chegou a um oneroso acordo de dezenas de biliões de dólares com 29 estados norte-americanos, devido a alegações de que as suas plataformas prejudicam crianças e violam as leis de privacidade.
3 Set 26
Fauci acusado de tentar destruir e-mail sobre pesquisa em ganho de função.
E-mails recentemente descobertos mostram que Anthony Fauci instruiu a exclusão de comunicações sensíveis sobre controversas pesquisas em ganho de função, levantando questões sobre possíveis violações das leis federais de registo de dados.
2 Set 26
De serviço a Silicon Valley: Trump sugere que aqueles que não querem centrais de dados no seu quintal são tolos.
Donald Trump tem uma mensagem para os americanos que desconfiam dos centros de dados e rejeitam a sua proliferação absurda: estão a cometer um erro tolo. Mais um servicinho pressurosamente prestado aos patrões do eixo Wall Street-Silicon Valley.
1 Set 26
Sam Altman anuncia que a Singularidade chegou: “Esperei por isto a vida toda”.
A "singularidade" chegou, segundo Sam Altman. Mas a afirmação, proferida num momento estratégico para a Open AI, tem um motivo escondido, com o rabo de fora.
31 Ago 26
Tribunal do Novo México multa Meta em mais de 560 milhões de dólares por impacto na saúde mental das crianças.
Um juiz do estado do Novo México ordenou que a Meta pagasse uma multa de 567 milhões de dólares pelos danos causados à saúde mental das crianças pelas plataformas de rede social da empresa de Mark Zuckerberg.
28 Ago 26
Autoridade farmacêutica norte-americana manipulou resultados de autópsias para minimizar mortes de crianças por vacinação contra a COVID.
A FDA identificou 10 mortes em crianças após a vacina contra a COVID no Outono de 2025, mas reduziu o número em poucos dias. E se isto aconteceu com números de um trimestre de 2025, imaginem o que não aconteceu em 2021, 22 e 23.






