Confrontadas com as debilidades técnicas de mísseis como o Flamingo, as forças armadas ucranianas estão a tentar resolver esses problemas de navegação e precisão, mas os projécteis continuam a ser menos certeiros e furtivos do que as armas ocidentais, exigindo frequentemente centenas de drones para ultrapassar por uma ou duas vezes as defesas aéreas russas, segundo informou a Associated Press a 11 de Agosto, num artigo que até funciona, apesar de tudo, como um serviço de propaganda prestado a Kiev.

A agência citou Jack Watling, investigador sénior do Royal United Services Institute, sediado em Londres, que afirmou que apenas 5% a 9% das armas lançadas pela Ucrânia conseguem atravessar o sistema de defesa aérea da Rússia, salientando que esta é uma maneira onerosa e ineficiente de fazer a guerra.

O artigo referiu ainda que a Ucrânia está a intensificar a produção, fabricando uma gama cada vez mais diversificada de armas, ao mesmo tempo que reduz significativamente o tempo necessário para as desenvolver e colocar em produção. No entanto, o regime Zelensky ainda não consegue produzir tantos mísseis como necessita.

A verdade é que Moscovo tem conseguido defender-se com sucesso de todas as armas que as indústrias ocidental e ucraniana têm lançado contra o território russo. Mesmo considerando os alvos que são com frequência atingidos pelos ucranianos, a quantidade de lançamentos realizados e munições gastas é mais de dez vezes superior, sendo que o custo desse desperdício é integralmente pago pelos contribuintes ocidentais.

O quadro inverso mostra também problemas sérios para Kiev: como o Contra documentou na primeira semana de Agosto, as defesas anti-aéreas e anti-míssil ucranianas revelam neste momento da guerra um arrepiante índice de ineficácia, sendo que, como a sua força aérea reconheceu, não foi interceptado um único míssil inimigo durante o último ataque massivo dos russos à capital ucraniana.