A actualidade política norte-americana está a ser profundamente marcada pela guerra civil que se processa actualmente à direita do espectro ideológico da federação. E o feudo entre Candace Owens e o TPUSA, a organização a que presidia Charlie Kirk, apesar de frequentes manifestações de desaconselhável consumo, de tão baixa que se torna a política, teve no fim de semana passado um momento que oscilou entre o apoteótico e o anedótico: o debate da pundit populista com Andrew Wilson, uma figura de alto perfil nos media digitais, que o aparelho republicano/sionista está a patrocinar com bolsos sem fundo.

Num dos duelos retóricos mais vistos de sempre na história da Internet, com centenas de milhões de visualizações logo nas primeiras 24 horas, Wilson foi completamente aniquilado por Owens.

E às tantas, até os memes convidam à conversa:

 

 

Andrew Wilson, famoso (ou infame, que vai dar no mesmo) por desdenhar da capacidade intelectual das mulheres, chegou ao evento com a sólida reputação de ser um mestre do debate, e até pagou 300.000 dólares a Candace Owens para poder fazer a figura triste que fez, espalhando-se ao comprido da sua retórica durante três horas e meia e perante a plateia global, na troca de argumentos com uma mulher que está grávida de sete meses.

Dá mesmo vontade de rir.

O espectáculo foi, aliás, tão cómico como degradante, com Wilson a estrelar como raposa falida. O conservador que não queremos ter, o tipo de gajo perigoso que desvaloriza Epstein enquanto passa por tradicionalista, manhoso e comprometido com Washington por todos os lados, tudo fez pela agenda que trazia, até para que a rapaziada do TPUSA pudesse levar Candace a tribunal por difamação, mas de tão arrogante e – pior – impreparado, perdeu o debate redondinho, falhou completamente a agenda, e foi para casa chorar.

 

 

O ContraCultura não pretende sequer fazer uma pequena ideia sobre as circunstâncias que levaram ao assassinato de Charlie Kirk. A única certeza que temos é que a história, como contada pelo Regime Epstein, é implausível.

Só um exemplo (o Contra ilustrou muitos desde Setembro de 2025): os dois locais do crime – onde Kirk morreu, mas também o telhado onde o assassino alegadamente se posicionou – foram integralmente pavimentados quatro dias depois do assassinato, no pleno desenrolar da investigação consequente.

O palco físico do assassinato de uma figura de alto perfil mediático e político é cimentado assim, rapidamente, antes do fecho da investigação policial, e não há nada para ver aqui?

Desculpem, mas não. Façam o favor de nos explicarem isso melhor.

Podemos achar que a Candace se estica um bocado, correndo ela própria riscos malucos (é a melhor cliente do escritório de advogados que contratou, de certeza). Que especula, como é seu direito e dever, mas que faz às vezes passar especulação como facto e essa parte é eticamente complicada, até no sentido de que afinal se trata de uma jornalista.

Mas as questões que ela coloca são pertinentes, muitas. E não há nenhum mal em querer saber a verdade, porque a verdade sobre a morte de Kirk não é a que está a ser contada às pessoas, nitidamente.

Andrew Wilson perdeu o debate antes até de o ter começado, porque neste circo ia sempre fazer o papel do palhaço rico – o aparatchik que está ali para guardar o regime e, como o regime, não gosta de perguntas e trata quem as faz com um misto um bocadinho insuportável de condescendência e ignorância.

Tanto assim, que quando Owens lhe perguntou quais as acusações que incidiam sobre o alegado assassino Tyler Robinson, Wilson deu (vou citá-lo) “um peido cerebral”. Não sabia sequer enunciar uma. Acto contínuo, a ex-estrela do Daily Wire e inimiga predilecta do ex-patrão Ben Shapiro, citou as sete, de cor e salteado.

Humilhado, a suar as estopinhas e a tremer as perninhas (literalmente), Wilson teve ainda a infame lembrança de sugerir que a sua adversária tinha uma cábula no telefone, para ser assim tão assertiva, momento lindo em que Candace desbloqueou o aparelho, convidando-o a investigar os seus conteúdos, com toda a calma deste mundo.

Até Dave Smith, que nitidamente não está confortável na posição de crítico de Wilson, admite o óbvio nesta análise que faz ao debate (talvez não a melhor, mas que sugerimos porque será a mais objectiva): o comissário de serviço ao Regime Epstein saiu do estúdio com o rabo entre as pernas, depois de ter pago uma pipa de massa para lá entrar.