Não estamos zangados como devíamos.
Não estamos zangados como devíamos com o que aconteceu durante a pandemia, quando fomos tratados, em nome da ciência, como ratos de um distópico laboratório conduzido por fascistas, nepotistas e aprendizes de feiticeiros.
Não estamos zangados como devíamos com a manipulação genética da humanidade, mascarada de programa de vacinação.
Não estamos zangados como devíamos – e devíamos estar maximamente zangados – com o facto escarrapachado de, todos nós no Ocidente, sermos governados por pedófilos, canibais, satanistas, transhumanistas, escatologistas, sionistas, tiranos e sicofantas.
How the fuck did a civil war not break out over the Epstein files ?
— Parody Jeff (@Parodyjeffx) August 1, 2026
Não estamos zangados como devíamos com a carga tributária a que somos submetidos, que transformou as repúblicas em imparáveis e eficientíssimos sistemas de coacção, onde o cidadão serve o Estado, ao invés do Estado servir o cidadão.
Não estamos zangados como devíamos com o meticuloso e abrangente empobrecimento a que as elites submetem as massas.
Não estamos zangados como devíamos por sermos substituídos pela imigração, humilhados pelo entretenimento, doutrinados pela imprensa, censurados pelas tecnológicas, e mentidos, alienados e alucinados pelas máquinas de propaganda do regime leninista-globalista.
Não estamos zangados como devíamos com os sistemas de ensino, que lavam o cérebro dos nosso filhos com horas do conto LGBT, revisionismo histórico, marxismo salvífico e dogmatismo académico.
Não estamos zangados como devíamos com a paz que nos prometem e a guerra que nos impõem.
Não estamos zangados como devíamos quando as repúblicas de que somos cidadãos fazem explodir escolas, pontes, fábricas, centrais eléctricas, áreas residenciais, cidades inteiras, num esforço genocida que não conhece limites éticos.
Não estamos zangados como devíamos com o facto, que nos é oferecido como incontornável, de que a inteligência artificial vai destituir de função a maior parte da humanidade, já a seguir.
Não estamos zangados como devíamos por nos terem trocado o cristianismo por descontos de sexta-feira negra e as igrejas por estádios de futebol.
Não, não estamos zangados como devíamos.
Mas os nossos descendentes vão ficar zangados connosco, por dever de consciência, quando souberem da nossa passividade, da nossa servil obediência, durante esta era de trevas.
For real, but we have not forgotten pic.twitter.com/jK9BXNWn8N
— RealWorldElite (@Real_WorldElite) August 2, 2026
Paulo Hasse Paixão
Publisher . ContraCultura
Relacionados
5 Set 26
O Mito da Escola Neutra
Deixemos de mandar as crianças para a escola como quem manda o pão para o forno: “vai, e volta pronto”. Elas voltam formadas. A pergunta é: formadas por quem? A crónica de Maria Helena Costa.
4 Set 26
A negação é a verdadeira emergência da Europa.
Parece ainda existir uma profunda relutância em toda a Europa em aceitar o facto incontestável de que o continente corre o risco daquilo que a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos descreve como “erosão civilizacional”. A crónica de Afonso Belissário.
3 Set 26
A China não precisa invadir a África. Basta possuir o que a África não pode perder.
O verdadeiro poder não está necessariamente em ocupar um território. Está em possuir aquilo sem o qual o território já não consegue funcionar. É este o método que Pequim escolheu para controlar o continente africano. Um ensaio de Marcos Paulo Candeloro.
2 Set 26
A Verdade em estilhaços: cinco lições cruciais (e incómodas) sobre o futuro da informação.
A democracia não exige que todos tenham a mesma opinião, mas precisa de um acordo sobre factos essenciais. Sem uma base comum de realidade, o debate civilizado dá lugar a conflitos constantes entre mundos paralelos que não se comunicam. A crónica de Francisco Henriques da Silva.
2 Set 26
O feitiço de Gotham: como a narrativa da doença apaga o crime.
Uma sociedade que aceita que o planeamento de três homicídios infantis “não retira o ónus da doença mental” não está a ser compassiva. Está a construir o seu Arkham: um sítio onde o perigo é gerido como uma narrativa clínica. A crónica de Maria Helena Costa.
1 Set 26
Quatro anos não é muito tempo. Mas é o suficiente para ver uma civilização cair.
Em 2022 tínhamos acabado de sair do pesadelo da pandemia. Mas agora, até Fauci parece patético, quando é Peter Thiel o vilão, e Davos não passa de uma ameaça de algibeira, considerando Telavive.






