Sob a governação republicana, o ‘Estado da Estrela Solitária’ está a transformar-se no ‘Estado da Lua Crescente’, com explosão da imigração muçulmana, construção de cidades e universidades exclusivamente dedicadas à população islâmica, conversão de crianças cristãs, sobreposição judicial da Lei da Sharia e orações a Alá a ecoarem nas pradarias.
O Texas tem uma das maiores populações muçulmanas dos EUA, com projecções recentes a apontar para 400 a 500 mil maometanos residentes neste estado, de raízes profundamente cristãs. O crescimento exponencial da população islâmica, que em 2010 rondava os 168 mil, tem sido concentrado em áreas metropolitanas como Houston e Dallas-Fort Worth, impulsionado por imigração, altas taxas de natalidade e migração interna.
O caso mais destacado é o da EPIC City (mais tarde rebatizado The Meadow), promovido pelo East Plano Islamic Center (EPIC) em Plano, Collin County, a nordeste de Dallas. Trata-se de um desenvolvimento planeado de cerca de 400 acres com mais de 1.000 casas, mesquita, escola de base religiosa, espaços comerciais e áreas comuns, apresentado como comunidade pensada para muçulmanos, onde, tudo indica, imperará a Lei da Sharia.
Há também complexos já existentes que foram construídos em torno de enormes mesquitas, escolas islâmicas, centros comunitários e serviços financeiros aderentes à Sharia.
Estimativas apontam para 224 mesquitas em 2020 e 350 em 2024, com forte concentração em Houston e na área metropolitana de Dallas-Fort Worth. Algumas fontes falam de abertura de novas unidades a um ritmo elevado nos últimos anos, incluindo mesquitas de grande dimensão e redes ligadas a diferentes correntes (sunita, xiita, e etc.).
Em Dallas existe até um tribunal islâmico que opera completamente à parte das leis estaduais e federais, como um órgão de mediação voluntária baseado em princípios islâmicos para disputas familiares e contratuais entre muçulmanos.
Políticos como o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, e o governador Greg Abbott investigaram a instância para-judicial como um potencial “tribunal de Sharia” que usurparia a justiça estatal; enquanto a comunidade muçulmana e o activismo neo-liberal defendem o tribunal como uma forma de implementar arbitragem religiosa privada que não substitui a lei do Texas.
Porém, nas últimas semanas têm surgido algumas notícias que adensam e problematizam a crescente presença e influência islâmica no Texas, e que têm levantado intensos debates entre conservadores e liberais e incendiado a opinião pública neste estado da federação americana.
Escolas do Texas levam alunos de autocarro à mesquita para que possam “vivenciar o Islão”.
Um dos episódios que fez explodir a indignação dos conservadores texanos ocorreu quando alunos de escolas públicas do Texas foram colocados em autocarros e levados directamente para um centro islâmico para que pudessem viver o Islão “de perto”.
Mais de 30 alunos do ensino secundário das escolas Kingwood High School e Atascocita High School, ambas do distrito escolar de Humble, participaram numa visita de estudo escolar ao Centro Islâmico, gerido pela organização IslamInSpanish, na região de Houston.
A visita incluiu um almoço com comida halal, observação da oração do meio-dia e uma apresentação da religião islâmica. Os alunos até foram encapuçados com lenços islâmicos. Um representante do CAIR Houston falou com eles sobre os seus “direitos como estudantes muçulmanos e aliados”.
Os organizadores mal conseguiam conter a excitação. No seu próprio vídeo promocional, celebraram como os alunos compareceram e possivelmente saíram transformados. E isto não aconteceu numa qualquer ‘cidade santuário’ de um estado democrata. Isto aconteceu no Texas.
🚨 OMG. Terrifying development as taxpayer funded public school students in Texas are bussed to an ISLAMIC CENTER so they can see Islam up close and personal
The Muslims who run the mosque are ecstatic with how many kids are showing up to possibly be converted 😠
This shouldn’t…
— Eric Daugherty (@EricLDaugh) August 13, 2026
Back in the day – and it may still be the case – parents had to sign permission slips to go on field trips. I would have been a “hard hell no” for this one. Assimilate or go home is my motto for these intruders. In fact I just wish they would go home.
— DJM (@justsaying_djm1) August 13, 2026
Where are the radical left lunatics to start screaming about separation of God and government? Liberal dip shits have been voting for people and policies that have been destroying this country for years.
— Louis Garrick (@7Louis_Garrick) August 13, 2026
O vídeo do centro islâmico, intitulado “Estudantes visitam uma mesquita e a saem transformados”, mostra o autocarro escolar a chegar e os adolescentes a entrar. Um representante da mesquita afirmou:
“É sempre entusiasmante ter a oportunidade de falar à comunidade em geral sobre o Islão. Na semana passada, pouco antes do início do Ramadão, tivemos a bênção de receber um grupo de alunos do ensino secundário das escolas Kingwood High School e Atascocita High School para visitar o Centro Islâmico. Os seus professores queriam que eles vissem um lado diferente dos muçulmanos, a diversidade dentro da nossa comunidade. Uma das maiores bênçãos que podemos ter é poder explicar à geração mais jovem não só o que é o Islão e como impactou as nossas vidas, mas também dar-lhes uma visão do trabalho do IslamInSpanish e do que o Centro Islâmico significa para nós.”
O objectivo, segundo o centro, era o de eliminar “informações erróneas e estereótipos”para que os alunos pudessem falar sobre o que ouviram e vivenciaram.
Mas o que aconteceria se alunos islâmicos fossem reunidos e levados a uma igreja protestante, por exemplo, para “viver o cristianismo de perto”? Ou melhor ainda: porque é que esse tipo de “visitas de estudo” nunca acontecem, apesar de serem os muçulmanos a viverem em países cristãos e não o contrário, pelo que seria de esperar que a lógica fosse a inversa?
E o que é que aconteceu à secularização das escolas públicas, à separação entre o ensino e a religião, que a esquerda americana sempre defendeu e conseguiu paulatinamente concretizar?
They’ve never bussed students to temples or churches.
They said we must keep religion out of schools.
WTF is going on??@GregAbbott_TX
— Ms. Jazz (@Jaclyndancer) August 13, 2026
O IslamInSpanish lista o Centro Islâmico de East Plano entre os seus parceiros. Esta mesma rede está no centro de um padrão de islamização muito maior que se desenrola por todo o Texas.
O Texas de Alá: cidades exclusivas, universidades dedicadas, sociedades paralelas.
Há poucos dias, o Conselho Municipal de McKinney votou por unanimidade (7-0) a favor da aprovação de um novo e importante complexo de centro islâmico numa área de 2,2 hectares, com um santuário de 1.400 metros quadrados, um edifício de salas de aula e um ginásio. Os residentes nativos encheram a sala de audiências do município depois de saberem desse voto. Mais de 150 pessoas manifestaram-se. Um refugiado cristão iraniano que fugiu à lei da Sharia levantou-se e alertou o conselho:
“Sou um sobrevivente da lei da Sharia no Irão e estou aqui para dizer que esta é uma ideologia perigosa que estão a permitir no país”.
Outros residentes expressaram o receio de que o projecto pudesse tornar-se um campo de treino para aqueles que procuram subverter os alicerces da nação. Keith Self, o representante federal do Terceiro Distrito Eleitoral do Texas, disse à multidão que o casamento infantil e os crimes de honra não são teóricos no islamismo e que “a liberdade de escolher a própria fé não existe no islamismo político”.
As autoridades municipais alegaram que estavam de mãos atadas pelas regras do plano director municipal e pela Primeira Emenda. Porém, os habitantes locais suspeitam de um programa deliberado de ocupação islâmica.
Esta não é uma disputa isolada sobre a organização do território e a expansão das comunidades muçulmanas. Keith Self já expôs enclaves exclusivamente muçulmanos, adeptos da Sharia, que operam há anos em East Plano e Irving, localizados mesmo ao lado da sede da polícia, tendo afirmado a este propósito:
“A sharia está viva, forte e activa em Plano, no Texas. Esta não é uma ameaça hipotética ou futura. Está aqui, agora, e em funcionamento.”
Estas sociedades paralelas funcionam com as suas próprias normas, ao mesmo tempo que operam ao lado das forças policiais americanas.
O mesmo Centro Islâmico de East Plano impulsionou o projecto EPIC City, apesar de muitos líderes políticos do Texas terem expressado abertamente a sua preocupação com a influência muçulmana e o inevitável ascendente da Sharia.
Os promotores imobiliários da Epic Citty obtiveram uma vitória judicial quando um juiz ordenou que o governo estadual cumprisse os acordos, mesmo com investigações federais em curso. O governador Greg Abbott deixou claro que a Lei da Sharia, as ‘cidades da Sharia’ e as consequentes ‘no go zones’ não têm lugar no Texas. Mas de nada tem servido essa oposição que, por esta altura, parece na verdade apenas retórica, ou para ‘eleitor ver’.
NEW: ‘Muslim City’ in Texas gets legal win after a judge ordered that the state must comply with developers.
The East Plano Islamic Community (EPIC), which has now been rebranded to The Meadow, will feature 1,000 homes, a mosque, schools, and more.
Texas leaders are worried… pic.twitter.com/HoSvNeV307
— Collin Rugg (@CollinRugg) April 30, 2026
Ainda assim, em Maio, Abbott ordenou ao Conselho Coordenador do Ensino Superior do Texas que emitisse uma ordem imediata de cessação e desistência contra a Universidade Muçulmana Americana do Texas (TexAM), que operava na área de Dallas sem o certificado de autorização necessário (!).
Abbott afirmou ter instruído o conselho para emitir a ordem legal contra a TexAM, alertando
“Se se recusarem a cumprir, serão tomadas medidas judiciais. O Texas não permitirá que instituições de ensino ilegais operem no nosso estado”.
Mas a verdade é esta: que universidade cristã poderá alguma vez ensinar seja quem for, sem o devido licenciamento, nos Estados Unidos da América? O facto da “instituição de ensino” islâmica operar ilegal e impunemente até aqui é claro sinal de que uma sociedade paralela, alheia às normas e às leis do Estado e da Federação, já está consolidada no Texas.
Na mesma altura, um parque aquático financiado pelos contribuintes em Grand Prairie anunciou um evento “exclusivamente para muçulmanos”, com direito a regras de etiqueta islâmica. Abbott interveio de novo, deixando claro que a cidade corria o risco de perder um financiamento estatal substancial se o evento religioso exclusivo se realizasse em instalações públicas. O evento acabou por ser cancelado.
Agora, as mesmas redes que constroem enclaves exclusivos, impulsionam mega-projectos, operam instituições não autorizadas e garantem aprovações municipais para a expansão dos centros, estão a receber autocarros escolares públicos, financiados pelos contribuintes, cheios de adolescentes texanos prontos para a conversão.
O Texas sempre foi um lugar que defendeu a sua cultura, as suas leis e a sua herança cristã. As escolas públicas existem para educar as crianças americanas nos fundamentos deste país, não para as entregar como público cativo para a disseminação de qualquer ideologia estrangeira. Em princípio, claro.
Quando os autocarros escolares chegam aos centros islâmicos, enquanto as igrejas são cuidadosamente evitadas; quando a “diversidade” parece fluir apenas numa direcção e quando as estruturas paralelas continuam a expandir-se sob a bandeira da liberdade religiosa que não é recíproca, o padrão já não é subtil.
Os americanos que ainda acreditam que a nação foi construída sobre uma herança civilizacional específica têm todo o direito de rejeitar a construção constante de sistemas concorrentes dentro das suas próprias comunidades.
As autoridades do Texas podem agir contra universidades não autorizadas, cidades que operam à margem da lei, conversão religiosa de crianças nas escolas e eventos públicos exclusivos a determinadas etnias ou convicções religiosas. A questão é se têm vontade política para o fazer com efectividade.
O problema é que, no Texas como em todos os Estados Unidos, o Partido Republicano existe para humilhar, ignorar e desrespeitar os eleitores conservadores. E não há nada que um político republicano faça com maior frequência do que ceder à pressão dos media, às exigências dos activistas e à chantagem política e pseudo-moral dos democratas.
Essa rendição chega até a cúmulos do ridículo, como aquilo que está a acontecer no Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth.
Aeroporto de Dallas “investe” 300 mil dólares em estações de lava-pés para muçulmanos.
Um projecto de 300 mil dólares para estações de lavagem dos pés visa servir os viajantes muçulmanos num dos aeroportos mais movimentados dos Estados Unidos.
O Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth vai instalar estações dedicadas à lavagem islâmica dos pés, ou wudu, nas casas de banho masculinas e femininas. O projecto foi registado no Departamento de Licenciamento e Regulamentação do Texas a 31 de Julho.
As estações oferecerão aos passageiros muçulmanos uma área designada para lavar os pés antes da oração. Anteriormente, houve queixas sobre passageiros muçulmanos que usavam os lavatórios comuns para o ritual. Dallas junta-se a outros aeroportos dos EUA, incluindo o George Bush Intercontinental de Houston e o O’Hare de Chicago, na oferta de condições semelhantes para muçulmanos.
O projecto atraiu críticas dos conservadores, que o caracterizaram como parte de uma expansão mais ampla do “financiamento da Sharia” nos EUA.
Este é mais um sinal de acomodação das práticas religiosas dos muçulmanos e da expansão da proeminência do Islão na vida pública americana, na inversa simetria do que acontece em relação ao cristianismo. A iniciativa coincide com a crescente exibição pública da cultura islâmica no Texas, com a legislatura estadual a declarar um “Dia do Paquistão” anual em 2025 e um imã da região de Houston a lançar uma “patrulha da sharia” para pressionar os proprietários de lojas muçulmanas a não venderem álcool, carne de porco ou bilhetes de lotaria.
Distritos do Texas registam aumento expressivo nos pedidos de vistos temporários de trabalho.
Entretanto, um novo estudo revelou um aumento significativo dos pedidos de visto H-1B nos distritos suburbanos do Texas, levantando preocupações sobre a supressão de salários e a competição por empregos entre os trabalhadores nativos, mas também sobre uma incidência ainda maior de imigrantes muçulmanos a chegar ao ‘Estado da Estrela Solitária.’
Os pedidos de visto H-1B aumentaram consideravelmente em oito distritos suburbanos do Texas entre os anos fiscais de 2019 e 2025, de acordo com dados federais do Departamento do Trabalho. A maior parte destes distritos suburbanos são precisamente aqueles com maior taxa de residentes muçulmanos.
De acordo com uma nova análise da LayoffHedge, que monitoriza os despedimentos corporativos, todos os oito distritos com o crescimento mais rápido da procura de vistos H-1B estão no Texas. O Terceiro Distrito Congressional, representado pelo deputado Keith Self (Republicano – Texas), apresentou o maior aumento de pedidos, com um crescimento de 242% ao longo do período de seis anos. A pesquisa revelou ainda que dez dos 20 distritos de crescimento mais rápido nos Estados Unidos estão no Texas. O visto H-1B é um visto de trabalho temporário que permite aos empregadores americanos contratar trabalhadores estrangeiros para ocupações específicas, embora os imigrantes detentores deste visto o convertam frequentemente para um estatuto mais permanente.
O deputado Brandon Gill (R-TX), cujo 26º distrito registou um aumento de 217% nos pedidos, comentou que o programa H-1B é
“uma aberração que está a suprimir os salários dos americanos, a tirar empregos aos americanos e a apagar culturalmente as comunidades americanas. Deveria ser abolido”.
The 8 fastest-growing H-1B districts in America are all Texas Republicans… https://t.co/szU00HPXTj pic.twitter.com/JLi6rTqP29
— LayoffHedge (@LayoffAI) August 11, 2026
Como o ContraCultura já documentou, a renovação de vistos de trabalho temporário deverá atingir um recorde este ano nos Estados Unidos de Donald J. Trump, o homem que regressou à Casa Branca pela promessa de um reforço da defesa das fronteiras da federação e dos interesses dos americanos nativos.
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