Uma investigação independente revelou que Bill Gates e a equipa da sua fundação realizaram múltiplos encontros com o pedófilo condenado Jeffrey Epstein, apesar dos alertas dos funcionários sobre os riscos da associação ao infame pedófilo.

 

Uma investigação independente de cinco meses conduzida pelo escritório de advogados WilmerHale constatou que Bill Gates ignorou os repetidos alertas de funcionários da Fundação Gates sobre os riscos de associação ao criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, tendo o magnata da tecnologia reunido com ele cerca de 30 vezes entre 2011 e 2014 para, alegadamente, discutir a criação de um fundo de saúde pública dirigido pelos financiadores.

A investigação, baseada em mais de 50 entrevistas, não encontrou provas de conduta ilegal por parte de Gates ou da equipa da fundação durante estes encontros, que incluíram visitas à casa de Epstein em Manhattan e uma reunião na Fundação Gates. Os investigadores concluíram que Gates tinha conhecimento da condenação de Epstein na Florida em 2008, antes do início da relação entre ambos, enquanto a equipa da fundação levantou repetidamente preocupações à gestão de topo sobre os riscos para a reputação de trabalhar com o pedófilo.

De acordo com o relatório, Gates terminou a relação no final de 2014, após determinar que Epstein tinha deturpado o potencial apoio dos financiadores ao fundo proposto.

O relatório também descobriu que Epstein apresentou Gates a Terje Rød-Larsen, cujo Instituto Internacional da Paz recebeu posteriormente uma doação da Fundação Gates antes de Rød-Larsen se demitir em 2020 devido aos seus próprios laços com Epstein.

A fundação decidiu-se a contratar uma investigação independente depois de o nome de Gates ter aparecido nos registos do Departamento de Justiça divulgados em 2025. Gates negou consistentemente qualquer envolvimento ou conhecimento do abuso de raparigas menores de idade por parte de Epstein e descreveu a relação com ele como um “grave erro de julgamento”.

A WilmerHale observou que a sua análise não incluiu as comunicações pessoais de Gates nem examinou quaisquer interacções com Epstein fora do trabalho da fundação.

As revelações mancharam ainda mais a reputação de Gates, com a sua ex-mulher, Melinda French Gates, a citar a associação com Epstein como um factor no seu divórcio. Desde então, a Fundação Gates implementou medidas mais rigorosas de verificação e gestão de riscos.

A verdade é que o bilionário da tecnologia era tão íntimo do pedófilo/traficante de carne humana/agente da Mossad, e de tal forma frequentador das suas orgias, que, tendo contraído nelas doenças venéreas, pediu encarecidamente a Epstein que lhe fornecesse medicamentos para, subrrepticiamente, medicar a sua mulher.

Epstein, que foi acusado federalmente em 2019 por acusações de tráfico sexual de menores, foi suicidado enquanto aguardava julgamento, gerando controvérsia contínua, juntamente com as suas ligações a inúmeras figuras de alto perfil.