A 8 de Julho deste ano, reagindo a uma informação de inteligência que relatava uma eventual ameaça iraniana ao Air Force One, Donald Trump e mais 3 ou 4 dos seus principais colaboradores entraram no avião presidencial só para saírem depois, discretamente, por uma porta secreta, e enfiarem-se numa carrinha de catering que os levou a outra aeronave, um C-32A da Força Aérea dos EUA, que os serviços secretos consideraram mais segura.
Concluída a viagem de Ancara para uma base aérea no Reino Unido, a comitiva presidencial fez o inverso jogo de faz de conta, voltando a entrar subrepticiamente no Air Force One e a sair dele pela porta de serviço corrente, para que fosse publicamente registada essa apenas aparente normalidade.
New details reveal that three of Trump’s closest longtime aides — Dan Scavino, Natalie Harp and Walt Nauta — accompanied him during his secret departure from Air Force One in Ankara, while no Cabinet officials did.
Trump left the plane via a catering truck following a potential… pic.twitter.com/kvWMqNhdFQ
— Clash Report (@clashreport) August 12, 2026
A história vale não só pelo medo que o Irão inspira à actual administração norte-americana, como e principalmente pelo facto de Trump ter deixado os profissionais da imprensa, boa parte da sua equipa (incluindo o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário do Tesouro Scott Bessent), os elementos da sua segurança e a tripulação do Air Force One descolarem e fazerem a viagem programada, como uma espécie de iscos, apesar da ameaça, de tal forma credível que obrigou o Presidente a enfiar-se numa carrinha de logística aeroportuária…
Perguntado – e muito bem – por que raio é que a situação era perigosa para ele, mas não era perigosa para toda a gente que viajava no avião presidencial, Trump respondeu assim:
“Não sei. Penso que, na verdade, o avião em que voei corria mais riscos, porque era o avião que eles provavelmente atingiriam.”
Reporter: Why was it too dangerous for you to fly on Air Force One, but not for the press?
Trump: I don’t know. I think, actually, the plane that I flew on was at greater risk, because that would be the plane they would be more likely to go for. pic.twitter.com/34aGYBMw7d
— Clash Report (@clashreport) August 12, 2026
Portanto: Donald Trump quer convencer-nos que se obrigou a sair às escondidas de um dos mais sofisticados Boeings do mundo e a fazer-se transportar numa carrinha de catering para um avião militar, onde cumpriu a viagem, porque essa aeronave era não mais segura, mas mais perigosa.
Ele é que foi o isco, pelos vistos.
Isto é de doidos. Este homem não está bom da cabeça. O Presidente dos EUA não pode responder a esta mais que legítima pergunta de forma tão clamorosamente desastrada e infantil e mal pensada e infame, de tão estúpida.
Aqui chegados, talvez não seja má ideia que os democratas ganhem nas intercalares a maioria nas duas câmaras do Congresso e destituam rapidamente Donald Trump.
Está a ficar excessivamente patético e perigoso tê-lo como inquilino da Casa Branca.
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