A governadora democrata do Massachusetts, Maura Healey, sancionou uma lei que permite efectivamente o aborto durante todos os nove meses de gravidez, até ao momento do parto. As mulheres liberais que encheram a sala celebraram alegremente a assinatura da lei.
A lei anterior restringia o aborto após as 24 semanas a circunstâncias específicas: preservar a vida da paciente, a saúde física ou mental, uma anomalia fetal letal ou um diagnóstico grave incompatível com a vida sustentada fora do útero sem intervenção extraordinária. Essa estrutura foi agora abolida.
A nova lei, enganosamente intitulada “Lei de Priorização do Acesso do Doente a Cuidados” (H. 5595), determina que um aborto pode ser realizado por um médico com base exclusivamente no julgamento da parturiente e do médico. Nenhum processo de revisão clínica se pode sobrepor a este juízo e à decisão da parturiente.
Massachusetts Governor Maura Healey signs the bill for abortions up to birth as Democrats celebrate. pic.twitter.com/BlfTobYbeD
— LifeNews.com (@LifeNewsHQ) August 10, 2026
Healey fundamentou a mudança em histórias de “dor, angústia, sofrimento e trauma”, declarando acrescidamente:
“Estamos a assinar esta lei hoje para que novas pacientes, pessoas que não conhecemos ou que nunca encontraremos, possam receber os cuidados de que necessitam em Massachusetts”.
Não é verdade. A lei o que permite é o aborto até ao momento do parto, ponto final, parágrafo.
A governadora disse ainda que as decisões sobre os cuidados de saúde devem ser tomadas “entre as mulheres, as famílias e os seus médicos, não por políticos”, e prometeu que o aborto continuará a ser “seguro, legal e acessível aqui em Massachusetts”.
A cerimónia foi marcada por aplausos e sorrisos de activistas, médicos e legisladores. Massachusetts junta-se agora ao Alasca, Colorado, Maryland, Michigan, Minnesota, Nova Jérsia, Novo México, Oregon, Vermont e Washington, D.C., estados em que o aborto é permitido sem limite gestacional. A lei entra em vigor daqui a 90 dias.
This is what a 34-week-old baby looks like outside the womb.
In Massachusetts, you can now abort an unborn baby at this age.
The only difference is the child’s location. pic.twitter.com/ZN4iipOH7P
— Anna Lulis (@annamlulis) August 11, 2026
Os líderes pró-vida não partilharam o clima de celebração da extrema-esquerda americana. Carol Tobias, presidente da organização National Right to Life, afirmou:
“A Governadora Healey e a Assembleia Legislativa de Massachusetts eliminaram as últimas protecções para as crianças por nascer que podem sentir dor e que poderiam sobreviver fora do útero. Precisamente quando os bebés prematuros estão a receber cuidados que salvam vidas em unidades de cuidados intensivos neonatais, Massachusetts vai permitir que os médicos que realizam abortos tirem a vida a crianças da mesma idade — e até mais velhas. Isto não é compaixão, e não é assistência médica.”
Myrna Maloney Flynn, presidente da organização Massachusetts Citizens for Life, foi mais incisiva ainda:
“Massachusetts legalizou o aborto electivo até ao nascimento em mães saudáveis e bebés saudáveis e capazes de sentir dor. Não se trata de proteger a relação médico-paciente. Trata-se de médicos que realizam abortos normalizarem a morte de bebés totalmente desenvolvidos e pressionarem mulheres vulneráveis a permitirem que os seus filhos não nascidos morram em actos hediondos de violência. Estes procedimentos estão entre as mais graves violações dos direitos humanos, permitidas em apenas alguns lugares do mundo.”
Com excepção dos Estados Unidos, do Canadá e do Reino Unido, são mesmo muito poucos lugares no mundo. O deputado Tim Burchett (republicano do Tennessee) comentou a notícia com triste simplicidade:
“Jesus chorou”.
Este movimento enquadra-se num padrão de celebração cultural em torno da destruição de nascituros. No início deste ano, uma mulher em Memphis tomou comprimidos abortivos numa festa de revelação de género depois de descobrir que teria uma menina, enquanto as suas amigas gritavam “matem-na!”
A actriz decadente da série ‘Sexo e a Cidade’, Cynthia Nixon, atraiu críticas generalizadas por posar com um boné vermelho do tipo MAGA, mas com o slogan “Make Abortion Great Again”, fornecendo mais uma vez um exemplo de como as celebridades alienadas com vidas disfuncionais não devem ser levadas a sério quando dão a sua opinião sobre como a sociedade deve funcionar.
Do outro lado do Atlântico, a Câmara dos Lordes do Reino Unido aprovou medidas que também abrem, de facto, as portas ao aborto até ao nascimento, apesar de as sondagens mostrarem que apenas cerca de 1% dos britânicos aprovam tais extremos e que a maioria é a favor de limites gestacionais para proteger a vida viável.
A lei de Massachusetts remove as salvaguardas estatutárias objectivas e entrega a decisão inteiramente ao médico assistente. Os médicos pró-vida sublinham que as emergências médicas reais que exigem a separação da mãe e do feto são distintas do aborto induzido, que visa interromper a vida de um feto viável.
Os procedimentos em fases avançadas da gestação envolvem frequentemente desmembramento ou indução, sendo que esta última acarreta o risco de nascimento de um bebé vivo caso a morte fetal não seja induzida previamente.
Os defensores da mudança insistem que esta apenas impede as famílias de viajar para fora do estado em casos de “circunstâncias médicas complexas”. Mas os críticos argumentam que as excepções anteriores já abrangiam situações de risco de vida e anomalias graves, e que o novo padrão, sem restrições, incentiva procedimentos electivos em mães saudáveis com bebés saudáveis e capazes de sentir dor.
Dados do próprio Departamento de Saúde Pública do estado de Massachusetts já mostravam dezenas de abortos realizados às 24 semanas ou mais de gestação nos últimos anos; espera-se que a remoção dos limites aumente este número.
Healey e os legisladores democratas aprovaram o projecto-lei rapidamente nos últimos dias da sessão legislativa, antes das férias. A lei foi aprovada na Câmara Baixa estadual por 119 votos a apenas 33 (!) antes de ser aprovado pelo Senado. A governadora, em busca da reeleição, apresentou a assinatura como uma defesa contra o que chamou de ataques à saúde reprodutiva, depois de o Supremo Tribunal ter devolvido a questão aos estados.
O resultado é mais um triunfo do culto da morte neo-liberal, em que os nascituros perdem as últimas protecções legais que restam baseadas na idade gestacional ou na viabilidade. No mesmo instante em que os bebés prematuros da mesma idade recebem cuidados neonatais intensivos, o estado autoriza agora o fim das suas vidas sob o único critério do juízo profissional de um médico.
Demónios à solta. Por toda a parte.
Relacionados
4 Set 26
Regime Epstein liberta 600 milhões de dólares para a GAVI, o sinistro consórcio de vacinação de Bill Gates.
Por ordem directa de Donald Trump, o Governo Federal norte-americano revelou que vai "libertar imediatamente 600 milhões de dólares em fundos aprovados pelo Congresso” para a Gavi, o consórcio internacional de vacinas de Bill Gates.
4 Set 26
O que é que pode correr mal? Aldeia inglesa terá seis homens migrantes por cada mulher local, após alojamento de requerentes de asilo pelo governo britânico.
O governo britânico vai alojar aproximadamente 1.200 requerentes de asilo do sexo masculino na base desactivada da Royal Air Force, em Linton-on-Ouse, uma aldeia com cerca de 600 residentes nativos.
3 Set 26
Distopia do Reino Unido: governo trabalhista cria ‘esquadrão de elite’ para identificar crimes de opinião.
Uma nova unidade de elite criada pelo governo trabalhista, que monitoriza "actividades relacionadas com protestos online", já sinalizou mais de 100 publicações nas redes sociais para serem seguidas pelas policias locais, num passo sinistro contra a liberdade de expressão.
3 Set 26
Triste comédia: Trump quer dar o seu nome ao Estreito de Ormuz.
O Presidente dos Estados Unidos está agora a atravessar um estágio de demência senil que tem como sintoma a alteração de qualquer nomenclatura que, no seu limitado mapa mundo, não inclua os termos 'América' ou 'Trump'.
2 Set 26
Roterdão impõe recolher obrigatório nocturno no bairro De Esch, após anos de desordens provocadas por gangues de jovens imigrantes.
Roterdão introduziu uma zona de exclusão nocturna sem precedentes em grande parte do bairro De Esch, após quase três anos de corridas de rua, consumo de drogas, intimidação, prostituição e ruído persistente, perturbações criadas por gangues de jovens migrantes.
2 Set 26
“O voo de deportação mais caro da história da Alemanha”: Deportar 33 migrantes ilegais custou 518.000 euros aos contribuintes da UE.
Números oficiais mostram que as partidas voluntárias de imigrantes ilegais superam agora as deportações executadas pelo Estado alemão, apesar dos custos astronómicos que estas operações representam para o erário público.






