A República Islâmica do Paquistão rejeitou o pedido do Reino Unido para receber de volta Shabir Ahmed, o líder paquistanês do gangue de aliciamento sexual de Rochdale, e atribuiu os crimes de Ahmed ao facto de ter sido criado no Reino Unido. Pela sua insolência, o governo trabalhista vai entregar ao Paquistão 200 milhões de dólares em ajuda humanitária.

 

Surrealista? Sim. Mas factual. A República Islâmica do Paquistão culpou o Reino Unido pelos crimes de Shabir Ahmed, líder do gangue de violadores de Rochdale, nascido no Paquistão. Isto acontece após a recusa do país muçulmano em aceitar o líder da quadrilha de 73 anos, apesar dos esforços do Reino Unido para o deportar.

O Paquistão alegou que os crimes de Ahmed foram resultado de ele ter sido criado no Reino Unido. “Independentemente do local onde nasceu, a responsabilidade recai sobre o local onde cresceu, foi criado, aliciado e, infelizmente, mimado”, disse Tahir Andrabi, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão. O porta-voz insistiu ainda que o Paquistão “não tem qualquer ligação com este assunto”, já que:

“O indivíduo em questão é um cidadão britânico que passou toda a sua vida adulta no Reino Unido e foi devidamente condenado por um tribunal britânico por crimes repreensíveis cometidos em solo britânico.”

Ahmed nasceu no Paquistão e foi criado na Grã-Bretanha por pais paquistaneses, tendo sido libertado da prisão após cumprir 14 anos de uma pena de 22 anos, por 30 crimes, trinta. Os crimes de Ahmed incluem violação, cumplicidade em violação e tráfico para exploração sexual. Algumas das suas vítimas tinham apenas 12 anos. Ahmed perdeu a cidadania britânica após a sua condenação em 2012, mas não pode ser deportado devido à Lei da Imigração de 1971. A lei impede a deportação de imigrantes de países da Commonwealth, como o Paquistão, que entraram no país antes de 1973 e viveram na Grã-Bretanha durante mais de cinco anos, embora constitucionalmente nada impeça o Parlamento de aprovar um projecto-lei que altere esta lei retroactivamente, se os seus membros assim o desejarem.

Os comentários do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão provocaram a ira do público britânico, que tem vindo a pressionar o governo para suspender toda a ajuda externa e a imigração do Paquistão devido à sua recusa em receber de volta o pedófilo. As declarações de Andrabi irão provavelmente fortalecer a determinação dos políticos que procuram uma emenda à Lei da Imigração de 1971 para permitir a deportação de imigrantes condenados por crimes no Reino Unido.

Ahmed é um dos milhares de criminosos envolvidos no escândalo que envolve décadas de abusos sexuais perpetrados por homens, na sua maioria muçulmanos e do sul da Ásia, que visavam raparigas brancas da classe trabalhadora.

 

O crime compensa. Completamente.

Apesar da recusa do país em receber de volta o líder de um gangue de violação e das declarações aviltantes de Tahir Andrabi, o governo britânico pretende enviar centenas de milhões de dólares em ajuda à República Islâmica do Paquistão.

De facto, o executivo trabalhista, liderado por Starmer anteriormente e agora por Burnham, aprovou um pacote de ajuda de 153 milhões de libras (aproximadamente 205 milhões de euros) para o Paquistão, como se nada fosse. O pacote de ajuda será enviado ao longo dos próximos três anos.

A decisão gerou indignação, com muitos a argumentar que continuar a prestar ajuda ao Paquistão prejudica os esforços para deportar Ahmed. O Reform UK, liderado por Nigel Farage, apelou a uma pausa em toda a ajuda ao Paquistão, bem como na emissão de vistos para cidadãos paquistaneses, até que o país receba de volta Ahmed e os condenados por crimes semelhantes.

Zia Yusuf, Secretário do Interior do Reform UK, afirmou que se o seu partido chegar ao poder executivo no Reino Unido,

“suspenderá imediatamente a ajuda externa e a emissão de vistos para o Paquistão.”

O dinheiro dos impostos dos contribuintes vai ser entregue a um país que não só despreza a sociedade britânica como nem sequer recebe os criminosos que para lá exportou.

É espantoso, convenhamos.