Mensagens de texto recentemente divulgadas revelam que  Anthony Fauci discutiu com outros altos funcionários de saúde os potenciais riscos das vacinas de mRNA contra a COVID-19 para as mulheres grávidas, levantando questões sobre a transparência do programa de vacinação e o consentimento informado.

 

Mensagens de texto recentemente divulgadas pelo Congresso norte-americano mostram que Fauci discutiu em privado as preocupações que tinha sobre efeitos secundários das vacinas mRNA em grávidas, em Janeiro de 2021, incluindo se a febre e os sintomas relacionados com citocinas após uma segunda dose poderiam, teoricamente, aumentar o risco de aborto espontâneo durante o primeiro trimestre.

A conversa envolveu Fauci, a então diretora do CDC, Dra. Rochelle Walensky, e o Dr. Vivek Murthy, que posteriormente desempenhou as funções de Cirurgião-Geral dos EUA, de acordo com documentos divulgados pelos senadores Ron Johnson (R-WI) e Rand Paul (R-KY).

Murthy perguntou inicialmente se a vacinação deveria ser administrada mais cedo ou mais tarde na gravidez e se as autoridades tinham identificado resultados adversos entre as grávidas vacinadas. Fauci respondeu que não existiam dados ou base teórica para favorecer a vacinação numa fase da gravidez em detrimento de outra e rejeitou as preocupações de que as vacinas de mRNA pudessem alterar os genes humanos, mas posteriormente levantou a possibilidade de que a febre após a segunda dose pudesse teoricamente estar associada ao aborto espontâneo no primeiro trimestre.

Walensky reconheceu a preocupação, enquanto Murthy disse que também tinha ouvido preocupações sobre os potenciais efeitos no desenvolvimento dos bebés. No dia seguinte, Fauci disse que as autoridades precisavam de ponderar os potenciais riscos da vacinação em relação aos riscos representados pela COVID-19, referindo que mais de 10.000 grávidas tinham sido alegadamente vacinadas sem problemas e que as directrizes federais e médicas permitiam às grávidas optar pela vacinação.

Fauci nunca falou destas preocupações publicamente.

Os senadores disseram que as mensagens poderiam ter implicações para a saúde pública e o consentimento informado, referindo que a grande colecção de registos, incluindo aproximadamente 34.000 mensagens de texto e 522 mensagens de voz, permanecia sob revisão.

Nas mensagens em questão, Anthony Fauci escreve esta frase literalmente:

“Teoricamente, [a vacina mRNA] poderá estar associada a aborto espontâneo no primeiro trimestre.” 

A divulgação destas comunicações levanta questões sobre a transparência do programa de vacinação e se foi prestado o consentimento informado adequado às grávidas em relação aos riscos da vacina.

Na altura, as linhas de orientação da FDA e do Comité Consultivo sobre Práticas de Imunização (ACIP) permitiam que as grávidas optassem pela vacinação, nos EUA. No entanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha inicialmente desaconselhado as vacinas de tecnologia mRNA às grávidas, devido à limitação de dados.

Como o ContraCultura noticiou em 2022, documentos confidenciais da Pfizer que caíram no domínio público revelam que 82% a 97% de mulheres grávidas vacinadas incluídas numa amostra de controlo da gigante farmacêutica sofreram um aborto espontâneo ou geraram um nado morto.