Os residentes de Piddington, em Oxfordshire, Inglaterra, planeiam realizar um referendo sobre a secessão do Reino Unido, em protesto contra a decisão do Ministério do Interior de abrigar mais de 1.200 requerentes de asilo num antigo quartel do exército próximo da vila.

 

O Ministério do Interior pretende converter a Guarnição de Bicester, nas proximidades de Piddington, num campo para requerentes de asilo, como parte de uma estratégia mais ampla para deixar de utilizar hotéis para este fim. A decisão da aldeia de realizar um referendo, que coincide com o 250º aniversário da independência americana, serve de objecção ao projecto, que transformará a demografia da zona praticamente da noite para o dia.

Tim McNally, Presidente do Conselho Paroquial de Piddington, afirmou a este propósito:

 “Trata-se de representatividade. Não tivemos qualquer participação na proposta. Fizemos perguntas e não obtivemos resposta. O choque da informação desencadeou mudanças nas pessoas… George Washington promoveu mudanças. Vamos promover a mudança e depois delegar o poder, como ele fez.” 

O referendo destaca a oposição local à política de asilo do governo do Partido Trabalhista, com dezenas de milhares de migrantes a serem transferidos de hotéis para grandes acampamentos e casas em todo o país, mitigando o problema dos hotéis, mas criando agitação social. Os residentes de Piddington temem o impacto do acampamento de migrantes em massa na segurança pública, nos serviços públicos e nos valores dos imóveis.

Preocupações semelhantes foram levantadas noutros campos de refugiados propostos, como os da base da Royal Air Force (RAF) perto de Linton-on-Ouse e da RAF Barnham, reflectindo a ampla oposição pública à transferência em larga escala de migrantes para comunidades rurais.

Como o Contra documentou em Julho, Os residentes de Stoke Heath, uma outra vila inglesa, em Shropshire, protestaram contra os planos para acolher cerca de 83 requerentes de asilo e as suas famílias em 21 casas recém-construídas, originalmente destinadas a habitação pública para os nativos.

O plano de empurrar imigrantes e residentes de asilo para fora das grandes cidades inglesas não é novo. Logo que o governo trabalhista chegou ao poder executivo no Reino Unido, em 2024, surgiram planos para distribuir migrantes por toda a Grã-Bretanha, ameaçando os equilíbrios demográficos e a paz social das zonas rurais. Na Irlanda, a resposta do Governo para a crise migratória é também a deslocação de um número crescente de recém-chegados para pequenas comunidades rurais – quer os habitantes locais concordem ou não.

Já este ano, o governo trabalhista tornou públicos planos para remodelar o countryside britânico, de forma a torná-lo mais “diverso”, no contexto de políticas que visam humilhar e substituir a população nativa e branca no Reino Unido.