Um ataque russo com mísseis e drones contra Kiev evidenciou a falência do arsenal anti-míssil ucraniano.
Pelo menos 17 pessoas morreram e 44 ficaram feridas depois de a Rússia ter lançado um dos seus ataques mais mortíferos contra Kiev este ano, disparando 28 mísseis balísticos e hipersónicos, além de 115 drones, durante a noite, segundo a Força Aérea Ucraniana, que afirmou não ter conseguido interceptar nenhum dos mísseis.
I can confirm that the interception rate for this attack was 0%. Ukraine is out of interceptor missiles. https://t.co/FjPGZ0vBcL
— Hudson War Mapping 🇺🇦 (@hudsonwarmap) August 4, 2026
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que as mortes poderiam ter sido evitadas com mais interceptores de mísseis Patriot, e instou os aliados ocidentais a acelerarem a entrega dos sistemas de defesa aérea.
Mas os EUA, também a braços com escassez de munições balísticas, depois de apenas 5 mesas de intermitente conflito no golfo Pérsico, não parecem dispostos a partilhar mais mísseis com Kiev.
Journalist: Zelenskyy says his country desperately needs Patriot missiles.
Trump: We need missiles too. pic.twitter.com/j4WLCcWRLj
— WarTranslated (@wartranslated) August 6, 2026
Por seu lado, a Rússia afirmou ter atacado centros de logística militar, centros de abastecimento, instalações de produção de drones e navios de carga que transportavam armas perto do porto de Odessa, no Mar Negro, enquanto as autoridades ucranianas disseram que infraestruturas civis foram também atingidas, incluindo armazéns, uma estação ferroviária e instalações comerciais.
Analistas sugeriram que alguns dos mísseis podem ter sido projécteis balísticos Iskander-M, equipados com munições de fragmentação, embora tal não tenha sido confirmado de forma independente. O ataque foi o terceiro bombardeamento em grande escala contra Kiev numa semana e ocorreu numa altura em que a Ucrânia enfrenta uma escassez crítica de interceptores Patriot, o único sistema fornecido pelo Ocidente capaz de neutralizar mísseis balísticos de forma fiável.
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