Anthony Fauci enfrenta eventuais, ou remotas, consequências legais, após uma comissão do Senado ter votado por considerá-lo em desobediência à autoridade do Congresso, devido à recusa repetida em responder a perguntas sobre as suas açcões durante a pandemia do vírus de Wuhan.

 

 

A Comissão de Segurança Interna do Senado votou por oito a sete para declarar o Dr. Anthony Fauci, ex-director do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID) e principal conselheiro médico do ex-presidente Joe Biden e do Presidente Donald Trump (no seu primeiro mandato) em desobediência ao Congresso, após este ter invocado a Quinta Emenda 111 vezes durante uma audiência recente.

O facto abre caminho para uma outra votação no plenário do Senado sobre o assunto. Apesar do resultado desse voto ser incerto, o senador Rand Paul (R-KY) afirmou relativamente a este assunto:

“O próximo passo será encaminhar o caso directamente para o Departamento de Justiça.”

A votação de quinta-feira ocorreu após a recente comparência de Fauci perante o Congresso, onde se recusou repetidamente a responder a perguntas sobre a sua actuação na pandemia COVID-19, apesar de um perdão geral concedido pelo ex-presidente Biden que o protege em grande parte da auto-incriminação. Fauci invocou a Quinta Emenda em resposta até a perguntas sobre que dia da semana era e a cor da sua gravata.

Se o Senado considerar Fauci culpado de desobediência, se o Departamento de Justiça tomar a iniciativa de o acusar formalmente e se o médico octogenário for condenado (as probabilidades destas três variáveis caírem para o lado da justiça são, na verdade, ínfimas), poderá enfrentar uma rídicual multa de até 100 mil dólares e um insubstantivo ano de prisão.

Entretanto, o senador Ron Johnson (R-WI) revelou que os investigadores obtiveram o telefone fornecido pelo governo a Fauci, o que pode fornecer respostas a perguntas que ele evitou.