Kiran Kaur, a mãe de Vickrum Digwa, o assassino de Henry Nowak, foi condenada a três anos de prisão por ter retirado a arma do crime do local do crime.

 

Kiran Kaur, de 53 anos, foi condenada a três anos de prisão no Tribunal da Coroa de Southampton por ter auxiliado o seu filho, Vickrum Digwa, após este ter assassinado o estudante branco Henry Nowak. Kaur retirou a arma do crime, um punhal ritualista sikh, do local do crime, contribuindo para a demora na justiça para a família da vítima.

Ao sentenciar Kaur no Tribunal da Coroa de Southampton, o Juiz William Mousley KC disse que Henry Nowak era um “jovem muito querido” e que, em vez de encorajar o filho a assumir a responsabilidade, ela retirou a arma do crime e reforçou a sua falsa alegação de que não tinha feito nada de errado. A adaga foi posteriormente recuperada na casa da família e confirmada pela polícia como sendo a arma do crime.

O Juiz William Mousley afirmou durante a pronúncia da sentença:

“Uma mãe responsável teria confrontado o seu filho sobre as suas acções, encorajado-o a fazer a coisa certa. Em vez disso, levou a faca para casa e colocou-a com outras armas no quarto do filho.” 

A acusação disse que as ações de Kaur obstruíram a investigação, acusando-a de criar “uma muralha de mentiras” ao não revelar o que tinha feito, enquanto a defesa argumentou que ela agiu instintivamente depois de acreditar que o seu filho tinha sido atacado e nunca tentou destruir ou esconder a faca permanentemente.

Digwa, que foi condenado a prisão perpétua com uma pena mínima de apenas 21 anos pelo homicídio de Nowak, transportava o punhal quando esfaqueou fatalmente o adolescente que regressava a casa depois de uma partida de futebol com amigos. Em comunicado, a família de Nowak disse estar desapontada com a sentença de Kaur e prometeu continuar a lutar por justiça, além de pressionar para novas investigações sobre as circunstâncias da morte do filho.

O caso chocou os britânicos e recebeu atenção internacional porque os agentes da polícia que participaram na ocorrência prenderam Nowak de forma brutal, em vez de o ajudarem quando este relatou ter sido esfaqueado, porque Digwa e a sua família acusaram falsamente a vítima de racismo. Nowak desmaiou e morreu pouco depois de ser algemado.

Pior ainda, se possível: a polícia de Hampshire tentou retratar Henry Nowak como o agressor no incidente em que foi assassinado, e interferir no julgamento do seu assassino, apesar de já ter conhecimento factual de que a vítima era completamente inocente.

Fica ainda por fazer justiça aos “agentes da autoridade”, cúmplices directos na morte de Nowak.