Uma nova sondagem revela uma queda significativa no apoio à guerra com o Irão entre a base MAGA do Presidente Trump, à medida que preocupações económicas dominam as prioridades dos eleitores.

 

Uma sondagem recente mostra que o apoio à guerra com o Irão entre os eleitores MAGA do Presidente Donald J. Trump caiu 13 pontos percentuais desde Maio, com apenas 37% a apoiar agora a continuidade do envolvimento, e sob certas condições. Um em cada cinco eleitores MAGA acredita agora que os EUA devem retirar-se completamente do conflito, independentemente dos custos.

A pesquisa, conduzida pela Public First, que deve ter tido um trabalho hercúleo para encontrar conservadores americanos que ainda assumam que fazem parte da “base MAGA”, depois de ano e meio de traições e desastres e mentiras e o apocalipse da decência, destaca a crescente frustração entre esses sobreviventes eleitores de Trump, à medida que os preços da gasolina sobem acima dos 4 dólares por galão e as preocupações económicas ofuscam a política externa.

Embora a Casa Branca defenda a guerra como necessária para conter as ambições nucleares do Irão, a sua impopularidade e os custos crescentes associados ao encerramento do Estreito de Ormuz são desafios políticos relevantes, quando caminhamos a passos largos para as eleições intercalares nos EUA. Os eleitores do MAGA culpam esmagadoramente a guerra pelo aumento dos preços da gasolina, com 57% a nomeá-la como a principal causa.

Donald Trump, sempre alienado, sempre pesporrente, não parece preocupado com a debandada, afirmando recentemente que ele é que sabe o que a base MAGA pensa e deseja e que a base MAGA pensará e desejará aquilo que ele próprio considera correcto.

 

 

Mais: O presidente norte-americano acha até que fez mais pelos americanos do que os pais deles, o que é espantoso, não é?

 

 

O declínio do apoio à guerra entre os eleitores mais fiéis de Trump sinaliza potenciais desafios para os candidatos republicanos nas próximas eleições intercalares, onde se espera que as questões económicas dominem. A defesa contínua do conflito por parte do presidente pode afastar ainda mais os eleitores preocupados com o seu impacto financeiro e as questões éticas ralacionadas, complicando os esforços para manter a unidade do partido, que está hoje mais fracturado do que nunca.