O distópico governo trabalhista do Reino Unido quer criar vegetarianos à força de lei, forçando os produtores pecuários a fazer a transição para o cultivo de oleaginosas, em nome do combate às “alterações climáticas”.

 

O novo roteiro agrícola do Partido Trabalhista apela a uma mudança da pecuária para a agricultura baseada em vegetais, de forma a reduzir as actividades agrícolas de elevadas emissões e provocando reacções negativas por parte dos agricultores e activistas rurais.

A estratégia de 71 páginas, publicada pelo Departamento do Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (DEFRA), visa alinhar a agricultura com as metas climáticas do governo, promovendo também a contratação de mão-de-obra migrante para a colheita de fruta até ao final da década.

Os comissários governamentais afirmam que os agricultores podem desempenhar um papel fundamental no cumprimento das metas climáticas, mas os planos têm suscitado críticas dos produtores pecuários. Entre eles, Henry Graham, do Berkshire, argumentou em comentários à imprensa britânica que grande parte das pastagens é inadequada para o cultivo de culturas como as lentilhas, afirmando peremptoriamente:

“A ideia de alguém lavrar pastagens para cultivar lentilhas é ridícula.”

Para além, de ridícula, é leninista. Os agricultores devem produzir em função da procura e das leis de mercado e não dos ditames de burocratas ideologicamente condicionados.

O director executivo da União Nacional dos Agricultores (NFU, na sigla em inglês), Tom Bradshaw, disse que o plano carece de mecanismos de implementação claros e impõe significativos riscos financeiro aos agricultores, e o activista rural Clive Bailye acrescentou que a incerteza em torno das alterações ao imposto sobre as heranças propostas pelo Partido Trabalhista, que visam as explorações agrícolas familiares, continua a minar a confiança e o investimento em todo o sector.

Por seu lado, a Secretária do Ambiente, Emma Reynolds, defendeu a estratégia, alegando que foi desenvolvida através de uma ampla consulta aos agricultores, produtores e gestores de terras.

Mas o consumo de frango aumentou 3,6% desde 2024, enquanto o consumo de carne de bovino diminuiu apenas 1% no último ano, sublinhando a procura contínua de carne no Reino Unido.

 

Elites globalistas em guerra aberta à agricultura.

O conflito que opõe as elites leninistas-globalistas aos agricultores não é novo, mas intensifica-se a cada dia que passa.

Na Alemanha, os agricultores que produzem carne são punidos com cargas fiscais acrescidas. Nos países baixos, são expropriados. Em França, são submetidos à tirania climática de Bruxelas. Na Polónia, também. Não admira que semana sim, semana não levantem protestos nas capitais europeias.

Mais a mais, novas descobertas científicas desmentem a crença de que os humanos têm de deixar de comer carne para salvar o planeta. O efeito do metano foi grosseiramente exagerado para sugerir que a pecuária representa uma ameaça significativa para o clima global.