O governo da Dinamarca anunciou planos para alargar a proibição da burca às instituições de ensino, dando continuidade aos seus esforços para lidar com as “sociedades paralelas” e as questões de integração.
O governo dinamarquês revelou planos para alargar a actual proibição das burcas e niqabs às escolas e universidades. Esta proposta baseia-se na campanha mais ampla da Dinamarca para lidar com as “sociedades paralelas”, que as autoridades descrevem como áreas urbanas dominadas por migrantes não ocidentais.
O governo de esquerda da primeira-ministra Mette Frederiksen planeia expandir a lei dinamarquesa de 2018, que já proíbe as burcas e os niqabs em espaços públicos, com a expectativa de que a legislação seja apresentada após o retomar das actividades do parlamento dinamarquês.
A proposta visa comunidades onde as autoridades afirmam que os migrantes não ocidentais se tornaram socialmente isolados, e as repetidas violações da proibição existente de cobrir o rosto em público podem já resultar em multas até 1.600 euros. A Dinamarca mantém há muito tempo algumas das políticas de imigração e asilo mais rigorosas da Europa, admitindo menos requerentes de asilo do que os países vizinhos durante a crise migratória de 2015, ao mesmo tempo que limita os benefícios para os candidatos rejeitados.
O país também aplica leis que permitem às autoridades reestruturar bairros com elevadas concentrações de residentes estrangeiros e, em determinadas circunstâncias, confiscar bens de requerentes de asilo para ajudar a cobrir os custos de alojamento. A expansão proposta surge na sequência dos recentes planos do governo para examinar se a proibição do apelo islâmico à oração seria legalmente permitida.
A este propósito, Morten Bodskov, o Ministro da Integração, afirmou:
“A chamada à oração não deve ser ouvida nos telhados dinamarqueses. Não tem lugar na Dinamarca, e não deve haver qualquer dúvida se acabou num subúrbio de Islamabad quando caminha pela Dinamarca.”
Nada mal, para um comissário do leninismo-globalismo de Davos.
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