Os residentes de Stoke Heath, uma vila em Shropshire, Inglaterra, protestaram contra os planos para acolher cerca de 83 requerentes de asilo e as suas famílias em 21 casas recém-construídas (no valor de 331 mil euros cada), originalmente destinadas a habitação pública para os nativos.

O empreendimento, apelidado de “Rua dos Migrantes” pelos moradores, gerou queixas sobre a falta de transparência do governo, preocupações com a pressão sobre as escolas e outros serviços locais, e frustração com o facto de novas casas estarem a ser destinadas a requerentes de asilo em vez de famílias locais. O ex-militar John “Basil” Brockhurst disse que as habitações deveriam ser atribuídas a pessoas que já enfrentam dificuldades na Grã-Bretanha, enquanto os residentes locais argumentaram que era injusto que os requerentes de asilo recebessem casas recém-construídas gratuitamente.

O Comissário da Polícia de West Mercia, John-Paul Campion, também criticou a proposta, citando preocupações com a segurança da população nativa.

O governo defendeu a política como parte da sua estratégia para eliminar gradualmente os hotéis para requerentes de asilo, referindo que mais de 20.000 desses migrantes ainda viviam em hotéis em Março. No entanto, poucos dos cidadãos descontentes com o alojamento dos migrantes em hotéis ficarão satisfeitos por vê-los a receber casas gratuitas.

Emma O’Sullivan, residente local, afirmou:

“Sentimos que fomos enganados… Não importa quem são, mas sim quantos são.” 

A decisão gerou indignação pública em relação aos imigrantes que estão a receber casas novas em vez dos residentes locais, que muitas vezes esperam anos em listas de espera por habitação pública. Zia Yusuf, Secretário de Estado Sombra para os Assuntos Internos do partido Reform UK de Nigel Farage, comentou:

“Quer uma casa nova no valor de 250.000 libras, mas não tem dinheiro para a comprar? Simplesmente entre ilegalmente na Grã-Bretanha e poderá viver numa, de graça. Lembre-se, foi isso que os Conservadores e Trabalhistas fizeram consigo”.

 

 

De facto,o Conselho de Shropshire, sob controlo do Partido Conservador, auto-intitulou-se em 2021 um “Conselho de Acolhimento”, o que provavelmente contribuiu para a situação actual.

Paulo Joseph Watson comenta o caso, como só ele sabe.