O director da CIA acaba de confessar que os EUA estão em guerra aberta com a Rússia. Não, não é um exagero. Eis o que ele disse:

“Neste momento, a Rússia ocupa 20% da Ucrânia. Quando assumi a direcção da CIA, há 18 meses, a Rússia ocupava 19% da Ucrânia. O ritmo do seu avanço abrandou porque o domínio da Ucrânia na guerra com drones e na guerra assimétrica representa um grande factor de equilíbrio.”

 

 

“Os soldados russos sobrevivem em média apenas 20 a 30 minutos no campo de batalha por causa dos drones com inteligência artificial da Ucrânia. A nossa inteligência está de acordo com alguns relatórios de fontes abertas que poderão ter visto: a esperança média de vida de um recruta russo, ao chegar ao campo de batalha na Ucrânia, está estimada entre 20 e 30 minutos. Isto porque os drones com inteligência artificial se tornaram máquinas de matar especializadas e de baixo custo. É por isso que uma força inferior, quatro anos e meio depois, conseguiu conter a força superior da Rússia contra a Ucrânia. O ritmo do avanço ucraniano abrandou, uma vez que o domínio das tecnologias emergentes por parte da Ucrânia, e neste caso, a guerra com drones, a guerra assimétrica, representa um grande factor de equilíbrio.”

 

 

Não é subreptício: John Ratcliffe associa abertamente um alegado sucesso da guerra assimétrica ucraniana ao seu mandato como director da CIA. E gaba-se de tantos russos que está a matar, e de como morrem rapidamente no teatro das operações, graças à tecnologia americana. Porque toda a gente sabe que os “drones com inteligência artificial “e “o domínio das tecnologias emergentes” não seriam acessíveis às luminárias de Kiev sem as palantires de Silicon Valley e os satélites do Pentágono.

É espantoso que Ratcliffe declare, oficiosamente, guerra à Rússia, quando aquele que primeiro o devia fazer, oficialmente, seria o Presidente dos Estados Unidos da América, depois de devidamente autorizado pelo Congresso.

Há que sublinhar que este é o mesmo John Ratcliffe que foi usado pela Mossad para influenciar Trump com informações falsas sobre o programa nuclear do Irão e que ordenou a agentes da agência que dirige que apreendessem indevidamente documentos dos arquivos JFK e MKUltra que estavam a ser revistos pela ex-Directora de Inteligência Tulsi Gabbard para desclassificação e divulgação pública..

Chegámos mesmo a este ponto esquizofrénico das relações internacionais em que o director da supra-mafiosa Agência Central de Inteligência norte-americana diz preto no branco que está em guerra com a segunda potência nuclear no mundo, e a matar muitos dos seus soldados, sem a legitimação de todo o sistema constitucional da federação.

Se este é o novo normal, imaginem o que vai acontecer quando Ratcliffe se decidir a fazer algo de extraordinário.