Os deputados e senadores canadianos aprovaram o radical Projecto-Lei C-9 em Junho deste ano, que permite a criminalização da citação de excertos da Bíblia, especialmente aqueles que incidem na homossexualidade e no género.
Os deputados do Partido Liberal forçaram a aprovação do projecto na fase de relatório, depois de terem encerrado todo o debate sobre o projecto na fase de comissão. A lei recebeu posteriormente a retificação do Governador Geral, que representa a coroa britânica, anglicana, no Canadá.
A Campaign Life Coalition (CLC) criticou duramente a aprovação do Projecto-Lei C-9 e apelou aos “cristãos e defensores da vida para se prepararem para uma crescente hostilidade”. David Cooke, gestor de campanhas da CLC e pastor cristão afirmou complementarmente:
“Com a aprovação do Projecto-Lei C-9, os cristãos e os defensores da vida enfrentarão certamente um nível totalmente novo de hostilidade, uma vez que a porta se abre para a perseguição real sob o manto de uma suposta legalidade.”
Cooke afirmou que a lei foi apresentada como visando combater o “ódio”, mas, na realidade, trata-se de um pacote legislativo que, segundo líderes religiosos de várias comunidades cristãs,
“poderá levar a acusações de ódio contra fiéis – e que capacita polícias e juízes ideologicamente motivados para atacar, pela primeira vez, a própria palavra de Deus em questões de vida, família e fé”.
Cooke acrescentou ainda:
“Os canadianos devem comprometer-se com Aquele que conquistou a vitória final sobre todos os inimigos, demonstrada pela Sua ressurreição naquela primeira manhã de Páscoa”.
A oposição conservadora e cristã ao processo de aprovação do projecto-lei, foi débil e ineficaz, tanto no parlamento como na fórum público canadianos, o que é expectável, considerando o unipartido que reina no país e a espécie de gado obediente que por lá pasta.
A Lei foi porém fortemente criticada por alguns especialistas em direito constitucional, por permitir que a polícia e o governo, com os seus poderes alargados, persigam activamente aqueles que são considerados culpados de violar os “sentimentos” de uma pessoa de forma “odiosa” (e neste grupo, aqueles que citam a Bíblia).
A remoção da isenção religiosa provocou também a condenação da Conferência dos Bispos Católicos do Canadá, que publicou uma carta aberta criticando o projecto-lei ainda antes de ser aprovado no senado e apelando à sua revogação.
Relacionados
14 Ago 26
Um contratempo na agenda Davos: Burnham vai abandonar o programa de identidade digital de Starmer.
O programa de identidade digital proposto pelo governo trabalhista britânico, conhecido como BritCard, foi oficialmente cancelado, tendo o seu orçamento de 2,5 mil milhões de euros sido redireccionado para reduzir o IVA nas facturas de electricidade.
13 Ago 26
Pior a emenda que o soneto. Literalmente.
Escapando secretamente do Air Force One por razões relacionadas com a sua segurança, Donald Trump quer convencer-nos que estava a pensar na segurança daqueles que no avião presidencial deixou como iscos. O homem não está bom da cabeça.
12 Ago 26
Governo paquistanês rejeita receber criminoso, culpa britânicos pelos crimes que ele cometeu e é premiado pelos trabalhistas com 200 milhões de euros.
O governo britânico planeia entregar 200 milhões de dólares ao Paquistão, depois do país islâmico ter recusado receber um criminoso paquistanês que operava em Inglaterra e ter culpado até os ingleses pelos crimes que ele cometeu.
12 Ago 26
Itália e Espanha em conflito diplomático sobre regime de fronteiras abertas da União Europeia.
O governo de Meloni criticou a decisão de Espanha de impor controlos fronteiriços às pessoas que chegam de Itália, depois das autoridades italianas terem suspendido temporariamente a livre circulação com o país ibérico, em resposta à crise migratória de Ceuta.
12 Ago 26
Triunfo das trevas: Estado do Massachusetts legaliza aborto sem restrições até ao momento do parto.
A governadora democrata do Massachusetts, Maura Healey, acabou de sancionar uma lei luciferina, que permite efectivamente o aborto até ao momento do parto. É o décimo primeiro estado da federação americana a permitir a abominação.
10 Ago 26
Procurador-Geral da Flórida inicia investigação sobre as acções de Fauci durante a COVID-19.
Uma vez que o perdão que recebeu de Joe Biden abrange apenas crimes federais, Fauci pode ser responsabilizado judicialmente pela sua conduta durante a pandemia nos tribunais estaduais. E o procurador-geral da Flórida parece inclinado para essa iniciativa.






