Um fenómeno que os investigadores observam há décadas está finalmente a cristalizar-se num dado cultural mensurável: os conservadores relatam consistentemente níveis mais elevados de felicidade, saúde mental e bem-estar psicológico do que os seus pares liberais.
Um novo estudo publicado na revista Political Behavior leva esta descoberta ainda mais longe, defendendo que a doença mental começou a funcionar como uma identidade política própria e que esta identidade se centra mais fortemente nos liberais.
A revista da Universidade de Columbia já tinha apontado para esta tendência subjacente em 2023, relatando:
“Os adultos americanos que se identificam como politicamente liberais há muito tempo que reportam níveis mais baixos de felicidade e bem-estar psicológico do que os conservadores”.
Com base em dados de quatro estudos diferentes, investigadores das Universidades da Florida e de Toronto encontraram uma explicação: os conservadores tendem a demonstrar maior autonomia pessoal, religiosidade, clareza moral, auto-estima e uma disposição geral mais optimista.
O estudo mais recente foi conduzido pela Professora Lauren Van De Hey, da Universidade Estadual do Utah, e as implicações das suas descobertas foram significativas, levando-o a afirmar:
“Descobri ainda que existe uma identidade política emergente relacionada com a saúde mental, mais acentuada entre os americanos mais jovens (Geração Z) e mais liberais”.
Sugerindo que a saúde mental, ao contrário da doença física, adquiriu um carácter distintamente ideológico na vida americana, Van De Hey observou ainda:
“As consequências políticas para a identidade emergente relacionada com a saúde mental diferem daquelas relativas à categorização e identificação da deficiência física e das doenças físicas graves”.
Aproximadamente metade dos participantes do estudo com doença mental referiu que a sua identidade como pessoa com uma perturbação mental é “muito importante ou de certa forma importante”. Entretanto, os conservadores são menos propensos do que os liberais a categorizar a ansiedade e a depressão como perturbações mentais e procuram tratamento clínico a taxas mais baixas. Van De Hey especula que o factp pode reflectir uma “ética de responsabilidade pessoal: não procuram ajuda quando pensam que podem resolver os problemas sozinhos”.
O estudo conclui:
“Estas descobertas têm consequências de longo alcance para a defesa da saúde mental e para o papel que a identidade relacionada com a saúde mental desempenhará na esfera política – especialmente à medida que a Geração Z amadurece como grupo”.
Sendo as crenças conservadoras e especificamente cristãs creditadas por terem um historial mais forte de produção de felicidade e bem-estar do que as crenças liberais, Glenn T. Stanton, do Daily Citizen, afirmou a este propósito:
“Está a tornar-se cada vez mais claro que ideias as ideias conservadoras, e especificamente as cristãs, têm um historial muito melhor do que as suas congéneres de esquerda. Isto tem profundas implicações pessoais e políticas.”
A dimensão de género desta divisão merece uma análise à parte. A literatura académica, que remonta à década de 1970, estabelece que as mulheres geralmente relatam pior saúde mental do que os homens. Um conjunto separado de sondagens estabelece que as mulheres conservadoras relatam maior felicidade do que as liberais. Entre as jovens mulheres liberais, ambas as tendências convergem. No ano passado, o relatório do Instituto de Estudos da Família (IFS) constatou que 37% das mulheres conservadoras referem estar “completamente satisfeitas” com a vida, em comparação com 28% das mulheres moderadas e apenas 12% das mulheres liberais. As jovens mulheres conservadoras têm três vezes mais probabilidades do que as mulheres liberais de relatarem sentimentos de felicidade, e o IFS descobriu que “as mulheres liberais têm duas a três vezes mais probabilidades de relatarem que estão ‘insatisfeitas’ com as suas vidas, em comparação com as mulheres conservadoras”.
Os números relativos à solidão foram igualmente impressionantes. Entre as mulheres dos 18 aos 40 anos, 29% das liberais referiram sentir-se sozinhas várias vezes por semana. Entre as mulheres conservadoras, este número desceu para 11%. Entre as variáveis explicativas identificadas pelo IFS, destaca-se o facto das jovens conservadoras terem muito mais probabilidades de serem casadas e terem filhos e quase cinco vezes mais probabilidades de frequentarem serviços religiosos semanais.
O IFS concluiu assim que:
“A redução da disparidade na felicidade aparentemente exigirá não só uma mudança de mentalidade, mas também uma renovação da ligação das jovens liberais às instituições centrais da América – a família e a fé”.
Isto representa um desafio directo a uma estrutura progressista que passou anos a dizer às jovens mulheres que as instituições tradicionais são a fonte do seu sofrimento, e não a solução.
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