Num recordista exercício de estupidez, que aumenta exponencialmente o risco sobre a sua própria vida, Donald J. Trump revelou que deixou instruções para que os EUA ataquem o Irão caso seja entretanto assassinado, oferecendo a Telavive uma forma simples, barata e limpinha de obliterar o seu arqui-inimigo no Médio Oriente.
O presidente Donald J. Trump afirmou, numa entrevista na sexta-feira, que deixou instruções para retaliar contra o Irão com uma força sem precedentes caso o regime consiga assassiná-lo:
“Deixei instruções para que, se algo me acontecer, bombardear [o Irão] literalmente a níveis que nunca viram antes.”
Esta afirmação é de tal forma imbecil que coloca os sionistas numa posição em que se torna quase obrigatório matá-lo de facto, recorrendo a uma operação de falsa bandeira. Ou seja: ao risco que existia, porque depois de ter feito o que fez no Golfo, é apenas expectável que os iranianos o tentem matar, Trump somou um ainda maior, porque a Mossad é bem mais eficaz a terminar pessoas do que a Guarda Revolucionária Islâmica.
Alternative headline-“Trump gives incredible incentive for Israel to kill him”
— Klara (@klara_sjo) July 10, 2026
This is like asking Mossad to take you out
— Gabriel (@GabeZZOZZ) July 10, 2026
So he just told Israel to assassinate him and blame Iran?
— Dr Harambe’s Ghost (@rev_felix) July 10, 2026
Não por acaso, as declarações de Trump surgem entre relatos de que Israel o terá alertado para um plano iraniano que objectivava o seu assassinato, embora o presidente tenha afirmado que Teerão há muito procura a sua morte desde que autorizou o ataque de 2020 que matou o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o general Qasem Soleimani.
Trump enfatizou que o Irão o tem como alvo constante desde esse momento, afirmando.
“Não, não, Israel não descobriu nada. Sou o número um [na lista de alvos do Irão] há muito tempo, e é assim que é a vida, sabem?”
Agora será também o alvo número 1 da Mossad. E com ganho nenhum, nem o da eventual expectativa de vingança, porque se o actual inquilino da Casa branca for assassinado, quem vai decidir sobre retaliações não são as instruções post mortem do assassinado, mas o presidente entretanto indigitado, que no caso será J.D. Vance.
O senil magnata de Queens reiterou ainda a sua posição, articulada pela primeira vez na cimeira da NATO na Turquia, no início da semana passada, de que o cessar-fogo com o Irão acabou devido à falha dos iranianos em cumprir os acordos, chamando os seus líderes de “escória”.
A premissa é falsa. Foi Israel quem primeiro, e à revelia das intenções da Casa Branca, desrespeitou o memorando de acordo ao continuar a bombardear o Líbano.
Os comentários de Trump sublinham, para além do seu baixo QI, a contínua volatilidade nas relações EUA-Irão, particularmente após o recente retomar das hostilidades na sequência dos ataques iranianos a navios no Estreito de Ormuz. As forças norte-americanas atacaram dezenas de alvos iranianos em retaliação, aparentemente focando-se em lanchas rápidas, instalações de drones e outras infraestruturas que os iranianos usavam contra a navegação comercial.
Ou seja: parece que desta vez não estão a bombardear colégios de meninas.
Relacionados
14 Ago 26
Um contratempo na agenda Davos: Burnham vai abandonar o programa de identidade digital de Starmer.
O programa de identidade digital proposto pelo governo trabalhista britânico, conhecido como BritCard, foi oficialmente cancelado, tendo o seu orçamento de 2,5 mil milhões de euros sido redireccionado para reduzir o IVA nas facturas de electricidade.
13 Ago 26
Pior a emenda que o soneto. Literalmente.
Escapando secretamente do Air Force One por razões relacionadas com a sua segurança, Donald Trump quer convencer-nos que estava a pensar na segurança daqueles que no avião presidencial deixou como iscos. O homem não está bom da cabeça.
12 Ago 26
Governo paquistanês rejeita receber criminoso, culpa britânicos pelos crimes que ele cometeu e é premiado pelos trabalhistas com 200 milhões de euros.
O governo britânico planeia entregar 200 milhões de dólares ao Paquistão, depois do país islâmico ter recusado receber um criminoso paquistanês que operava em Inglaterra e ter culpado até os ingleses pelos crimes que ele cometeu.
12 Ago 26
Itália e Espanha em conflito diplomático sobre regime de fronteiras abertas da União Europeia.
O governo de Meloni criticou a decisão de Espanha de impor controlos fronteiriços às pessoas que chegam de Itália, depois das autoridades italianas terem suspendido temporariamente a livre circulação com o país ibérico, em resposta à crise migratória de Ceuta.
12 Ago 26
Triunfo das trevas: Estado do Massachusetts legaliza aborto sem restrições até ao momento do parto.
A governadora democrata do Massachusetts, Maura Healey, acabou de sancionar uma lei luciferina, que permite efectivamente o aborto até ao momento do parto. É o décimo primeiro estado da federação americana a permitir a abominação.
10 Ago 26
Procurador-Geral da Flórida inicia investigação sobre as acções de Fauci durante a COVID-19.
Uma vez que o perdão que recebeu de Joe Biden abrange apenas crimes federais, Fauci pode ser responsabilizado judicialmente pela sua conduta durante a pandemia nos tribunais estaduais. E o procurador-geral da Flórida parece inclinado para essa iniciativa.






