No X, no domingo, estava toda a gente a celebrar a morte de Lindsey Graham. Como outros, para indignação destes, celebraram a morte de Charlie Kirk. Tal e qual.

Quem segue o ContraCultura com alguma regularidade sabe o que aqui se pensava e se escrevia sobre o influente e poderoso congressista republicano da Carolina do Sul (e quem não sabe: pensava-se e escrevia-se o pior possível), mas não me parece moralmente aceitável celebrar o óbito seja de quem for. E enerva deveras que aqueles que se mostram ultrajados quando niilistas e radicais do leninismo-globalismo contemporâneo festejam, despudoradamente, homicídios e falecimentos de adversários políticos, estejam agora a fazer exactamente a mesma coisa, até porque não sabemos ainda a causa da morte de Graham, que pode muito bem ter sido assassinado, que pode muito bem ter sido até vítima de uma operação de falsa bandeira (esse será outro artigo de opinião que não este).

Até Alexander Dugin, que tem obrigação, como cristão ortodoxo, de saber melhor, entrou numa bizarra lógica de relativização moral.

 

 

Isto é deprimente. Convinha que aqueles dissidentes que lutam pela verdade, pela liberdade e pelo legado de uma cultura milenar percebessem que a sua força reside no plano moral, com sede no Ministério de Cristo. E que a vida humana é sagrada, seja ela a de Lindsey, a de Adolf, a de Joseph ou a de Genghis – é preciso dizer isto a um cristão?

A verdade é que estamos todos cada vez mais polarizados e atomizados e de tal forma sós, que nem sobre valores fundamentais, como a sagração da vida humana, conseguimos concordar. E tão zangados com o mundo, que concedemos fazer parte do ruído. E – logo – da queda.

Deus amava Lindsey Graham, por muito luciferino que ele fosse. E é estranho e trágico que os cristãos não percebam isto.

 

 

Paulo Hasse Paixão
Publisher . ContraCultura