Novos dados do Gabinete Nacional de Estatísticas (ONS) do Reino Unido revelam um declínio acentuado nas taxas de fertilidade e de nascimentos, com as mulheres a terem, em média, apenas 1,39 filhos cada, e a proporção de crianças nascidas de mães estrangeiras a ultrapassar um terço.

 

A Inglaterra e o País de Gales registaram a sua taxa de fertilidade mais baixa da história em 2025, com o Gabinete Nacional de Estatísticas (ONS) a estimar que as mulheres terão, em média, 1,39 filhos ao longo da vida, uma queda em relação aos 1,41 de 2024 e muito abaixo do nível de substituição de 2,1 necessário para manter a estabilidade populacional sem fluxos massivos de imigração. O número de nascimentos também desceu para 585.396, o total mais baixo desde 1977, dando continuidade a um declínio de uma década nos nascimentos. Significativamente, mais de um terço dos nascimentos são agora de mães nascidas fora da Grã-Bretanha.

Greg Ceely, chefe de monitorização da saúde populacional do ONS, afirmou que os números reflectem uma tendência decrescente a longo prazo. A idade média das mães subiu ligeiramente para 31,1 anos em 2025, enquanto a dos pais se situou em média nos 34 anos, dando continuidade a uma tendência de parentalidade mais tardia cuja génese remonta à década de 1970. Quatro em cada dez nascimentos no ano passado envolveram pelo menos um dos pais nascido fora do Reino Unido, sendo a Índia o país de nascimento mais comum para as mães e pais não nascidos no Reino Unido, seguida pelo Paquistão e pela Nigéria. O distrito londrino de Harrow teve a maior proporção de nascimentos de mães por nascer no Reino Unido, com 78%, enquanto a Ilha de Anglesey teve a menor, com 4,7%.

 

 

Greg Ceely, chefe de monitorização da saúde populacional do ONS, afirmou a propósito destes novos dados:

 “Em 2025, o número de bebés nascidos caiu para o nível mais baixo em quase meio século e continua a tendência de longo prazo de queda nos nascimentos que tem vindo a ocorrer na última década.” 

A queda da taxa de fertilidade no Reino Unido levanta preocupações sobre os desafios demográficos a longo prazo, incluindo uma força de trabalho mais pequena e uma maior pressão sobre os serviços sociais, enquanto a elevada proporção de crianças nascidas de pais estrangeiros prenuncia grandes mudanças culturais e demográficas nas próximas décadas.