O Procurador-Geral da Flórida está a apelar à destituição do juiz Miguel de la O após a sua controversa absolvição de uma mãe que afogou a filha e esfaqueou o marido, alegando insanidade temporária supostamente causada pela COVID-19.

 

O Procurador-Geral da Flórida, James Uthmeier, anunciou planos para redigir artigos de impeachment contra o juiz Miguel de la O, que absolveu Precious Bland, uma mãe acusada de afogar a sua filha de 15 meses, sob a alegação de insanidade temporária causada pela COVID-19. Bland esfaqueou ainda o marido e a filha de 16 anos. A decisão do juiz gerou indignação, com Uthmeier e o governador Ron DeSantis a exigirem responsabilização.

 

 

Precious Bland terá afogado a filha Emii numa banheira, alegando que a COVID-19 e receios religiosos motivaram as suas acções. A infanticida esfaqueou o marido quando este tentou intervir e também feriu a filha de 16 anos. Bland renunciou ao seu direito a um julgamento por júri, deixando a decisão exclusivamente nas mãos do juiz de la O, que aceitou a alegação da defesa de um episódio psicótico desencadeado pela COVID-19. Este caso marca o que o advogado de Bland acredita ser a primeira defesa bem-sucedida por insanidade relacionada com a COVID nos EUA, libertando um precedente absolutamente abominável.

O Procurador-Geral afirmou a este propósito:

“Este foi um julgamento sem júri. É tempo de destituir este juiz. O meu gabinete estará a redigir os artigos de impeachment e esperamos trabalhar com todos os legisladores que apoiarem a causa”. 

O caso reacendeu o debate sobre a responsabilidade judicial e a utilização da COVID-19 como defesa em processos criminais. O governador DeSantis instou a Câmara da Florida a agir, sinalizando possíveis ramificações políticas para o juiz de la O e implicações mais amplas sobre como defesas semelhantes podem ser tratadas em casos futuros.

Em julgamentos anteriores nos EUA, as alegações de insanidade foram seriamente analisadas, com os tribunais a exigirem frequentemente o internamento. No entanto, o advogado de Bland argumentou contra essa solução, alegando que a psicose era temporária, e o infeliz juiz até nesse ponto cedeu, deixando a assassina em liberdade.